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Cidades

SC faz controle de morcegos depois de ataque a animais no Alto Vale do Itajaí

A ação ocorreu após produtores rurais notificarem ataques de morcegos em bovinos

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Com a intenção de proteger animais como bois, cavalos, ovelhas e animais domésticos, técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc realizarammais uma ação de controle populacional do morcego hematófago Desmodus rotundus – que se alimenta de sangue. A ação aconteceu em Blumenau, com vistas a reduzir a população em matas do Alto Vale do Itajaí.

A ação realizada pelo médico veterinário Augusto Eneas Upnmoor e o técnico agrícola Rafael Dias ocorreu após produtores rurais notificarem ataques de morcegos em bovinos. Os profissionais realizaram vistoria de abrigo natural em área dentro da propriedade e, posteriormente, em galpão com bovinos, onde constataram a presença de morcegos nos abrigos.

Os profissionais da companhia são devidamente capacitados para atuarem no controle populacional de morcegos hematófagos, estes capturados são separados e somente os hematófagos recebem a aplicação da pasta vampiricida, auxiliando no controle populacional desta espécie, principal transmissora do vírus da raiva.

De acordo com o médico veterinário Augusto Eneas Upnmoor, qualquer morcego pode carregar o vírus da raiva, mas para que ocorra a transmissão é necessário o contato da saliva do animal infectado com o sangue. “O morcego ‘vampiro’ é o maior transmissor da raiva em herbívoros. Daí a importância de realizar o controle populacional desta espécie.”, esclarece Augusto.

O Departamento Regional da Cidasc de Blumenau, em cumprimento ao Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), realiza o monitoramento de abrigos de morcegos hematófagos (Desmodus rotundus) conforme cronograma anual. A ação se baseia no monitoramento dos abrigos já cadastrados, prospecção de possíveis novos locais com o auxílio de produtores e de informação sobre incidência de espoliação de morcegos em animais de uma propriedade específica ou região. Em casos onde não há indícios de abrigos a captura é realizada próximo aos estábulos onde os animais ficam presos. Durante a operação são vistoriados os animais, informando para o produtor a importância de mantê-los vacinados contra a raiva.

Vacinação dos herbívoros

Augusto destaca que a vacinação é um dos métodos mais eficazes na prevenção da doença. A aplicação correta da vacina influencia no resultado e garante a saúde do rebanho. Uma boa resposta vacinal depende da qualidade da vacina, da resposta imune do animal e do processo de vacinação, que deve ser feito corretamente.

“Um ponto primordial nesse processo é adquirir produtos de fabricantes idôneos, de alta qualidade, eficácia e segurança. Os produtores devem sempre consultar um médico veterinário. Não é recomendado vacinar animais doentes, debilitados e estressados. A vacina deve ser mantida em geladeira (temperatura correta de conservação entre 2° e 8° C). Durante o processo de vacinação, as vacinas também devem estar refrigeradas (em caixa de isopor com gelo, por exemplo). Não guardar as vacinas em congelador. Agitar o frasco antes de usar. Não guardar frascos abertos, utilizar todo o conteúdo dentro de 24 horas. Sobras de vacinas devem ser sempre destruídas. Em animais primovacinados (vacinados pela primeira vez), a dose reforço após 21 a 30 dias é muito importante para a obtenção de níveis ótimos de proteção”, orienta o médico veterinário. Os animais vacinados devem receber reforço anualmente.

Alerta – A Cidasc alerta que os morcegos são animais silvestres protegidos por legislação, por isso não devem ser capturados e mortos pela população.

A literatura registra mais de 1000 espécies de morcegos no mundo, sendo que mais de 130 já foram identificadas no Brasil, destas somente 3 são hematófagos. Todos os morcegos podem carregar o vírus da raiva, mas para que ocorra a transmissão é necessário o contato da saliva com o sangue. Por isso os morcegos hematófagos, conhecidos popularmente como vampiros, que se alimentam de sangue dos animais, são os transmissores mais frequentes.

Fonte: Governo do Estado de Santa Catarina

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