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Após 30 anos, Collor pede ‘desculpas aos brasileiros por confisco da poupança’

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O ex-presidente Fernando Collor, utilizou o Twitter nesta segunda-feira (18), para pedir desculpas aos brasileiros pelo confisco das poupanças anunciado em 16 de março de 1990. “Pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo. Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês!”, iniciou Collor.

“Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome. O Brasil estava no limite! Durante a preparação das medidas iniciais do meu governo, tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Era uma decisão dificílima. Mas resolvi assumir o risco. Sabia que arriscava ali perder a minha popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era o objetivo central do meu governo e também do País. Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos. Eu e a minha equipe não víamos alternativa viável naquele início de 1990. Quisemos muito acertar. Nosso objetivo sempre foi o bem do Brasil e dos brasileiros”, defendeu. A publicação de Collor repercutiu na internet nesta segunda.

O bloqueio dos saques acima de 50.000 cruzados novos em aplicações financeiras, cadernetas de poupança e contas-correntes era parte do Plano Collor 1. Anunciado pela ministra Zélia Cardoso de Mello (Fazenda), prima do então presidente, o objetivo do projeto era reduzir a inflação de cerca de 84% ao mês com o enxugamento de dinheiro em circulação. O plano foi o 4º em 5 anos e incluía outras medidas, como a troca de moeda de cruzado novo para cruzeiro. Os 3 projetos anteriores já haviam fracassado. Até hoje, 30 anos depois, pelo menos 144 mil pessoas ou herdeiros ainda podem pedir compensação financeira à Justiça. Os impactos da medida foram além da economia: há registros de suicídios por conta do confisco da poupança. Fernando Collor de Mello foi o 1º presidente eleito depois da redemocratização. O mandato durou de 15 de março de 1990 a 29 de dezembro de 1992, quando enviou carta de renúncia ao Senado no dia da votação do impeachment. O objetivo dele era sair por conta própria, sem perder direitos políticos. No entanto, a votação prosseguiu e a Casa aprovou a cassação de direitos. Elegeu-se senador por Alagoas duas vezes, em 2006 e 2014.

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