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Univali lança cartilha sobre realidade dos haitianos na AMFRI

O evento será no auditório do bloco 4 do Campus Balneário Camboriú, e contará com a palestra "Migrações Transnacionais", ministrada pelo professor Rafael Padilha dos Santos

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) lança, no dia 25 de agosto (sexta-feira), a cartilha “Realidade Socioeconômica dos Haitianos na AMFRI”, desenvolvida por um grupo dos cursos de Relações Internacionais e Direito. O evento será no auditório do bloco 4 do Campus Balneário Camboriú, e contará com a palestra “Migrações Transnacionais”, ministrada pelo professor Rafael Padilha dos Santos, coordenador do Mestrado Profissional Internacional em Direito das Migrações Transnacionais, curso em fase de implantação na Univali, em parceria com a Faculdade de Jurisprudência da Universidade de Perúgia, na Itália.

 

A cartilha é resultado do projeto de pesquisa “Imigrante Haitiano na Região da AMFRI: aspectos socioeconômicos, indicadores de vulnerabilidade social e políticas públicas”, realizado pela Univali, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O material surgiu da necessidade de se compreender a vinda dos imigrantes haitianos para a região da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) e será disponibilizado aos municípios e instituições que atuam no atendimento a estes imigrantes.

Na investigação, a metodologia utilizada foi a técnica “Bola de Neve”, por meio da aplicação de questionários em créole (língua nativa haitiana) para um universo de 600 haitianos. O grupo contatou Associações de Haitianos e buscou locais de concentração desses habitantes, como: habitações coletivas, salões de beleza, bicicletarias, igrejas, lan houses, entre outros. A pesquisa de campo ocorreu entre os anos de 2015 e 2016.

O professor Jorge Hector Morella Junior, coordenador do curso de Relações Internacionais da Univali e coordenador geral do projeto, alerta que o período de realização desta pesquisa contemplou momentos em que o Brasil era um destino promissor aos estrangeiros. “Algumas coisas mudaram. Em contrapartida, muitos resultados se mantêm e podem auxiliar o poder público e privado no atendimento a estes imigrantes, além de estimularem a elaboração de políticas públicas”, pondera.

Resultados obtidos na pesquisa

A pesquisa sobre o imigrante haitiano levantou questões que cabem destaque. Entre os resultados obtidos os estudiosos apontam que cabe à sociedade ajudar com ações mais efetivas aos haitianos no processo de integração social. Os participantes do questionário reclamaram da inoperância de algumas autoridades brasileiras.

Além disso, o estudo revelou que são poucas as instituições ou entidades que desenvolvem ações frente às demandas dos haitianos, e que nem sempre há sintonia entre as autoridades neste sentido. Concluiu-se, ainda que é necessário possibilitar o ingresso dos haitianos nos diferentes níveis de escolarização.

O aspecto mais negativo relatado pelos haitianos pesquisados foi o atendimento de saúde. Eles pontuaram os seguintes fatores críticos: demora, incompreensão das instruções técnicas pelas equipes brasileiras, e pouco esforço demonstrado para entendê-los.

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