keyboard_backspace

Página Inicial

Economia

Tarifa do gás natural para a indústria aumenta 41% em julho

Para a FIESC, elevação da tarifa é consequência da não concretização do mercado livre de gás, já previsto em lei, mas ainda não regulamentado; impacto é negativo para a competitividade da indústria catarinense, com aumento de custo de produção

A tarifa do gás natural para a indústria de Santa Catarina será elevada em 41,05% a partir do dia 2 de julho. A informação foi confirmada nesta terça-feira (28), durante a reunião da Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) pelos executivos da SC Gás Willian Lehmkuhl (presidente), Ricardo Santa Catarina (gerente de Planejamento) e Marcos André Tottene (gerente de suprimento de gás). O reajuste médio do insumo para todas as categorias de consumidores será de 40,98%.

“A principal causa desse aumento é a não concretização do mercado livre do gás”, afirma o presidente da Câmara, Otmar Müller. “A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2020 e promulgada pela Presidência da República há mais de um ano e meio. Só que a medida não foi regulamentada pelas agências reguladoras, especialmente a Agência Nacional de Petróleo [ANP] e o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica]. Sem a regulamentação da lei não, não foi possível implantar o mercado livre do gás, permanecendo o monopólio da Petrobras”, acrescenta Müller. 

O presidente da Câmara de Energia da FIESC cita também a desvalorização cambial brasileira. “E a pá de cal foi a mudança da base de preço da Petrobras, aumentando em torno de 60% nos novos contratos de gás. A estatal só conseguiu impor isso às distribuidoras do Sul do Brasil em função da ausência da regulação do mercado livre de gás. É um abuso do poder de monopólio, que foi denunciado ao Cade”, acrescenta Müller, lembrando que a não efetivação do mercado livre impediu que as distribuidoras do Sul do Brasil adquirissem o insumo no Nordeste brasileiro. 

“Desde agosto do ano passado, quando essa nova configuração de preços começou a ser anunciada, estamos trabalhando para alterar essa imposição da Petrobras. Além da não consolidação do mercado livre, ficamos frustrados pela passividade do Cade quanto ao monopólio abusivo”, salienta o empresário. “Temos que continuar lutando pelo respeito e pela equidade de preços em relação a outros estados”, manifestou, referindo-se à manutenção da base de preços para o estado de São Paulo. “A elevação da tarifa prejudica a competitividade da indústria catarinense. Em alguns setores, como o de vidros, porcelana e revestimentos cerâmicos, a participação do gás natural nos custos de produção se elevará de 30% para 38%. Sem contar os demais fatores inflacionários, esses segmentos terão aumentos de custos de produção da ordem de 14%”, explica.
O que diz a SC Gás

Conforme a SC Gás, a necessidade de reajuste se originou na contratação de fornecimento do insumo que a concessionária fez com a Petrobrás em vigor a partir de 2022, e que corresponde, em 2022, a 1,3 milhão de metros cúbicos por dia. Este contrato, denominado NGM 25, têm valor correspondente a 17,4% do brent (o valor de referência internacional do preço do Petróleo), equivalente atualmente a cerca de 17,7 dólares por milhão de BTU (sigla para British Thermal Unit, unidades de caloria). Outros 800 mil metros cúbicos diários do insumo são fornecidos por meio do contrato NMG 23, com valores correspondentes a 11,6% do brent, em torno de 11,8 dólares por milhão de BTU (mmbtu). Inicialmente o reajuste seria aplicado a partir de janeiro, mas graças a uma liminar da Justiça obtida pelo governo do estado no início do ano e derrubada em abril pela Petrobrás, ele passa a ter efeito a partir de julho.

O contrato NMG 25 prevê alterações de valores e de fornecimento a partir de 2023, quando o preço decairá para 14,4% do brent, ou 14,6 dólares/mmbtu e o fornecimento se reduzirá para 1,2 milhão de m³/dia. Em 2024 e 2025, o preço aplicado será de 11,4% do brent (11,1 dólares/mmbtu), enquanto o fornecimento previsto é de 1,06 milhão de m³/dia (2024) e 890 mil de m³/dia (2025). “Precisamos sobreviver ao 2º semestre de 2022”, afirmou Willian Lehmkuhl, referindo-se ao período mais elevado do valor do insumo no período. Com a redução do valor a partir de janeiro, ele não descarta a possibilidade de redução da tarifa do gás natural no início de 2023. Mas, para isso, precisam ser mantidas as demais variáveis, como o câmbio e o preço internacional do petróleo. 

Fonte: Visor Notícias

Experimente um jeito prático de se informar: tenha o aplicativo do Visor Notícias no seu celular. Com ele, você vai ter acesso rápido a todos os nossos conteúdos sempre que quiser. É simples, intuitivo e gratuito!

Economia

Construção Civil ajudou Navegantes a ter recorde de novos empregos

Setor gerou um saldo de 854 novos empregos entre janeiro e junho

Economia

Jovens ganham incentivo a ingressar no Setor Agrícola em Santa Catarina

Programa Jovem Agricultor(a) foi uma iniciativa de uma estudante do Planalto Norte Catarinense

Economia

Etanol pode ter redução de R$ 0,19 por litro

Resolução foi encaminhada ao Ministério de Minas e Energia

Economia

Complexo portuário de Itajaí registra movimentação total de cargas de 8 milhões no primeiro semestre

Nova bacia de evolução do Complexo Portuário de Itajaí alcançou no mês de junho 27 navios manobrados

Mais notícias

Geral

Primeiro clube flutuante de SC naufraga na Ilha das Cabras em Balneário Camboriú

Não havia ninguém no local quando a estrutura se desprendeu. A estrutura ficava atracada na margem direita do Rio Camboriú

Cidades

Força-tarefa de Itapema atuou durante toda a madrugada para diminuir estragos do ciclone

Foram registrados em média 150mm de chuva nas últimas 24h e cerca de 26 mil unidades ficaram sem energia elétrica