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Silvio Santos refém de cueca, fuga de cinema e fortuna; 20 anos do sequestro de Patrícia Abravanel

Sequestro de Patrícia Abravanel parou o Brasil por quase uma semana

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Foto: Divulgação

No dia 21 de agosto de 2001. O sequestro de Patrícia Abravanel, filha do dono da emissora SBT, Silvio Santos, parou o brasil. A jovem entra no quarto de uma de suas irmãs, por volta das 8h, para pegar uma peça de roupa e ir até a faculdade. O que ela não imaginava que naquele dia seria sequestrada. Foi ao sair do quarto, em minutos, que um homem encapuzado, vestido de carteiro, iniciou o sequestro da filha do apresentador. Rapidamente ela foi levada até a garagem da mansão em que morava com os pais, no Morumbi, área nobre de São Paulo, para pegar seu carro. Ao entrar, ouviu de Fernando Dutra Pinto e do irmão dele, Esdra Dutra Pinto, que aquilo era um sequestro.

“Eu sonhei com isso. Meses antes, eu sonhei que estava com uma funcionária de casa, num tanque cheio de tubarões. E eu dizia para ela ficar calma que estava tudo tranquilo e eu entrava numa gaiola, lotada com tubarões, e nadava com eles e ficava tudo bem. Quando entrei no banco do carona, eu já estava encapuzada, e eles anunciaram o sequestro. E um falou: ‘Eu sou o tubarão 1 e ele é o tubarão 2’. Na hora me deu uma paz! Porque eu lembrei do sonho! E eu tinha certeza que tudo ia ficar bem”, narrou Patricia para Amaury Jr, durante uma entrevista no ano passado. A apresentadora não quis falar mais sobre o caso, que completa 20 anos.

Ela foi mantida em cárcere privado por uma semana e, até hoje, há um mistério sobre ou quanto a família de Silvio Santos teria pago aos sequestrados para que a filha fosse libertada. Em entrevista ao portal UOL, o sobrinho do comunicador, Guilherme Stoliar, revelou que intermediou as negociações com os criminosos. Ela relatou que foi ao encontro dos sequestradores com uma quantia em dinheiro, algo próximo a R$ 500 mil.

“Não me lembro quanto eles pediram, mas pagamos a eles algo como R$ 500 mil ou coisa que o valha”, afirmou. Ele diz não se lembrar com exatidão do local onde encontrou os sequestradores. E detalha: “Eu fui com o motorista em um local marcado por eles. E entreguei o dinheiro”.

Negociação

O sobrinho ainda conta que a negociação foi bastante demorada e passou a falar diretamente com os criminosos após ter uma conversa com o tio. “Silvio me contou o que estava acontecendo e disse que precisaria de alguém que fosse da confiança dele para fazer as negociações com os sequestradores. Eu falei para ele que sim, que eu estava à disposição”, explica. toliar diz que precisou assumir a negociação pelo resgate porque não era fácil para o dono do SBT ter de lidar com aquela situação.

“Por isso que eu tive que fazer a negociação, ele estava muito passional para resolver esse assunto e eu tive que ajudá-lo. É uma coisa muito difícil”, reconhece. Se ficou algum trauma do que passou há duas décadas? Stoliar responde: “Não. Só a alegria de ter conseguido resolver o problema.

Pedido o resgate de R$ 500 mil, Silvio e Iris Abravanel avisaram à policia, mas decidiram negociar com os sequestradores sem a interferência dela. Por se tratar de quem era, o apresentador também pediu sigilo aos principais jornais da época para que não noticiassem o caso. Portanto, as negociações aconteceram sem qualquer alarde e a filha retornou para casa, liberada mediante ao pagamento de meio milhão de reais.

Foto: Divulgação

A volta para casa

Patricia chegou dirigindo seu carro, um Passat alemão azul, possante do início do século, sozinha. Ela chorava muito, alternava momentos de euforia. Fora da casa, a imprensa já estava aglomerada e se ouvia os gritos de alívio que vinham de dentro.

Em entrevista da sacada de sua casa, a estudante de Jornalismo, na época com 23 anos, falava, entre gargalhadas e gritos, sobre os dias em que esteve no cativeiro, uma casa alugada com nome falso por Fernando a apenas dez quilômetros da de Silvio. Aos repórteres, que se amontoavam com links ao vivo (a Globo parou até a programação para transmitir), Patricia contou que assistia TV, dormia numa cama e era chamada de princesa pelos sequestradores

“Eu fiquei amarrada só um dia porque eles confiaram em mim. Eles me diziam que não sabiam o que eu tinha que não conseguiam botar as mãos em mim e que iriam me libertar com ou sem resgate”, disse ela, que afirmou que o pagamento não fora feito. Mas foi. E em cédulas numeradas.

Patricia acabava de fazer um discurso contra as injustiças sociais, como quem justificasse o crime hediondo que havia sofrido. Disse, inclusive, que o pai, como empresário, deveria ajudar a acabar com a corrupção e fazer mais pela população. Foi a deixa para que Silvio se juntasse à filha, um prato cheio para quem fazia a cobertura. Afinal, ele é conhecido justamente por não dar entrevistas.

Com sorriso estampado no rosto, Silvio não contradisse Patricia, fez também seu mea culpa como cidadão abonado, citou a fé em Deus da filha e arrematou: “Esta é a filha que me dá mais trabalho. Eu deveria ter falado para os sequestradores ficarem mais tempo com ela”

Foto: Divulgação

Prisão

Mesmo com todas as polícias de São Paulo no encalço de Fernando e seu bando, ele continuava foragido. Em vez de sair da cidade, decidiu se instalar num flat de luxo em Alphaville, região de novos ricos na cidade. De acordo com testemunhas, ele teria distribuído algumas notas de R$ 50 entre os funcionários, o que chamou atenção. Outros dizem que ele foi reconhecido e denunciado. Mas até hoje ninguém sabe direito como três policiais da delegacia de Barueri foram parar no hotel, e como só sobrou um, ferido, para contar sua versão, bastante contraditória, da morte de outros dois, atribuidas a Fernando.

Foto: Divulgação

Silvio Santos de cueca

Ferido, Fernando teria saído do prédio por um vão de escada, do nono andar até o térreo, como um Homem-Aranha. Só que com um tiro nas nádegas. Ousado, ele conseguiu se safar da perseguição e num ato de extrema audácia, voltou à mansão de Silvio Santos, onde entrou mais uma vez sem grandes problemas.

Ao pular o muro, por volta das 7h, do dia 30 de agosto, ele foi visto por uma radialista, que avisou à PM. Ao chegar lá dentro, Fernando fez Silvio de refém dizendo que só sairia dali, vivo, com um helicóptero particular. Iris, as filhas e amigas de Patricia, que tinham vindo dos EUA ao saberem de seu sequestro, estavam na casa neste mesmo momento, mas foram liberadas. De modo que na mansão só ficassem Fernando, com o cabelo tingido de loiro, e Silvio, de cuecas e camisa, já que estava fazendo sua ginástica matutina.

Depois do ex-governador Gerlado Alckim ir na mansão negociar, Fernando foi preso. As emissoras de TV mostraram tudo, ao vivo. O caso ganhou 20 minutos no “Jornal Nacional” naquela noite e parou na capa do “The New York Times” na internet. No dia seguinte, Silvio foi trabalhar normalmente e chegou a ligar para a Rádio Jovem Pan para defender o governador. “Tenho certeza que se ele não fosse lá, eu teria morrido e Fernando se matado. Ele dizia que não seria preso de jeito nenhum”, afirmou o dono do SBT. Em 2 de janeiro de 2002, Fernando Dutra Pinto morreu na cadeia, oficialmente por pneumonia bilateral causada por uma bactéria. Os advogados dele, na ocasião, acusaram envenenamento e também um espancamento que ele teria sofrido de quatro policiais.

Fonte: Extra

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