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Setembro é o mês da conscientização para a doação de órgãos e tecidos

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Para muitas famílias brasileiras, o último levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) traz uma esperança: a taxa de doadores registrou um crescimento de 11,8% no primeiro semestre deste ano. O resultado da pesquisa se torna um conforto para muitos que aguardam na fila de espera para receber um órgão. No Hospital Marieta, de Itajaí, os dados também são motivos de comemoração, isso porque a unidade possui os melhores números de doação e transplante de órgãos no Estado.

Santa Catarina foi destaque no levantamento que mostra os dados da ABTO nos seis primeiros meses de 2017. A taxa de doação (37 doadores por milhão de população) no território catarinense superou as estatísticas nacionais e colocam o Estado no mesmo níveldos países desenvolvidos com as melhores taxas. Estes números refletem também nos dados levantados em Itajaí. A cidade possui a menor taxa de recusa estadual, registrada peloHospital Marieta. Neste ano, somente 16,7% das famílias recusaram a doação.

No primeiro semestre de 2017, o Hospital Marieta realizou 14 doações de múltiplos órgãos, 72 doações de tecido ocular e 21 transplantes de córnea. “A população está cada vez mais consciente da importância da doação de órgãos. Prova disso são os nossos números positivos. Temos apenas dois pacientes ativos na fila de transplante”, avalia a enfermeira daComissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes(CIHDOTT), Karoline Gava.

 

Alento para as famílias

            Dizer adeus para um ente querido é sempre um momento delicado e pessoal para as famílias. É neste momento em que inicia o trabalho humanizado da equipe do CIHDOTT, quando há chances de doação de órgãos por morte encefálica. “A abordagem familiar se dá a partir do momento em que temos a certeza de que o protocolo foi concluído e a morte está atestada. É um direto da família ser notificada se há possibilidade de doação. Nosso trabalho é oferecer esta opção, de forma humanizada e empática”, explica Karoline.

            A comissão é formada por profissionais da saúde, envolvendo desde psicólogos até o corpo clínico do Hospital Marieta. O trabalho é realizado em conjunto para que haja compreensão por parte dos familiares e para que a doação seja efetiva e voluntária. “As famílias que escolhem a doação se sentem gratificadas em ajudar o próximo. É difícil a escolha e a decisão, mas é neste momento em que estamos ali para auxiliar e prestar os cuidados necessários para os familiares”.

            A doação de órgãos e tecidos deve ser voluntária e autorizada pelos familiares do doador. Para o diretor administrativo do Hospital Marieta, Nivaldo Cunha, a doação é um ato de empatia, de solidariedade e de amor ao próximo. Pessoas que desejam ser doadoras devem comunicar a decisão à família e amigos. Pela legislação atual, qualquer brasileiro está apto para a doação desde que a retirada dos órgãos seja autorizada pela família.

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