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SC tem ‘Caçador de Geadas’ que já encontrou cobras, javalis e puma para fazer fotos do frio na Serra

Ele fugiu até do hospital, antes da cirurgia, para fazer fotos da primeira geada de 2022

Foto: Arquivo Pessoal

Ele é conhecido por registrar as imagens dos cristais de gelo sobre os mais lindos lugares da Serra Catarinense. Mas, o que poucas pessoas não sabem, são os desafios por traz dos cliques feitos pelo jornalista e fotografo Mycchel Legnaghu, de 38 anos. O ‘caçador de geadas’, já enfrentou muitas aventuras para capturar as belas fotos. Entre as histórias, são rios congelantes, javalis, puma e cobras venenosas, tudo para capturar fotos que impressionam da época mais fria do ano.

Foto: Mycchel Legnaghu

Prestes a chegar a primeira onda de frio de 2022, Legnaghi, estava internado no Hospital de São Joaquim e sendo encaminhado para a sala de cirurgia, por causa de uma fratura na mão. Naquele momento, ele recebeu o alerta de um amigo meteorologista sobre a possibilidade de geada a alguns quilômetros de distância. Mesmo enfaixado, ele conseguiu convencer a equipe médica a aguardar algumas horas para que ele fosse ao Vale do Caminhos da Neve registrar as imagens dos cristais de gelo sobre o gramado, pouco antes do nascer do sol. O episódio foi apenas mais um dia de aventura para o seu hobby.

Foto: Mycchel Legnaghu

“No meio do caminho, o pneu do carro ainda furou, e eu não conseguia trocar por causa da mão quebrada, então continuei assim mesmo. Depois voltei e fiz a cirurgia”, explica Legnaghi, sobre as peripécias do último dia 28 em entrevista ao jornal O Globo. Quando acordei, a foto já estava nos principais jornais do país. Eu não desisto nunca. Meu maior objetivo é divulgar São Joaquim e seu entorno, isso atrai bastante turismo. As fotos eu cedo de graça.

Localizado a cerca de 230 quilômetros da capital Florianópolis, São Joaquim fica no planalto serrano do estado e é, recorrentemente, notícia em dias de geadas. Foi por causa dessa característica que Legnaghi começou a fotografar. Em 2000, ele trabalhava na secretaria de Turismo do município e recebia muitos pedidos de jornais pelo país atrás de imagens do frio. Decidiu, então, ele mesmo fazer as fotos.

Foto: Mycchel Legnaghu

Já em 2008, ele criou seu próprio jornal, hoje chamado São Joaquim Online, o que facilitou a distribuição de imagens. Para que pudesse estar nos lugares certos e nas horas certas, Legnaghi formou uma parceria com o engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho, do Climaterra.

“As estações meteorológicas oficiais da cidade não ficam nas áreas mais frias. Então às vezes temperatura divulgada é de 10 graus, quando, na área das baixadas, que é onde se formam as geadas, faz 0 grau, a temperatura em que a água congela”, afirma o caçador.

Aventuras no mato

As geadas em São Joaquim não dependem exclusivamente do inverno. Apesar das ocorrências serem raras no verão, é possível encontrar o fenômeno em vários meses do ano, e normalmente no Vale do Caminhos da Neve. No início desta sexta, por exemplo, Legnaghi fez algumas imagens do local.

O caçador de geadas se organiza para chegar a campo pouco antes do nascer do sol, quando acontecem as temperaturas mais baixas do dia. Por causa do cenário e das adversidades, era de se imaginar que ele utilizasse uma estrutura complexa. Mas, pelo contrário, Legnaghi tenta ficar o mais “leve” possível, e isso se explica pelos obstáculos encontrados no caminho.

“Eu passo por cercas, matas fechadas, arames farpados, espinhos… Então seria ruim andar com equipamento pesado. Para piorar encontro direto animais, incluindo cobras e javalis. Em 2020, durante uma fotografia ouvi um estouro de boiada de javalis selvagens e precisei sair correndo. Também não é raro eu acabar pisando em cobras venenosas, como cascavel e urutu cruzeiro”, explica o fotojornalista que consegue não sentir tanto frio no meio de tanta adrenalina. “Uma vez quebrei um bloco de gelo com a própria mão, para conseguir uma foto”.

O momento em que ele sentiu mais medo foi há três anos, conta, quando ouviu o rugido de um puma. “Aqui na região existem puma, que chamamos de leão baio. Não cheguei a vê-lo, mas escutei o rugido que parecia ser dele, no meio da floresta, com tudo escuro. Eu primeiro pensei em subir na árvore, mas ele conseguiria também, e eu não poderia correr, para não chamar a atenção. Então fui o mais lento possível até o rio, que estava gelado, e ele provavelmente não entraria” recorda Legnaghi.

Agora, o caçador de geadas explica que o fenômeno pode se repetir neste sábado, mas o mais provável é que só se repita daqui a algumas semanas. Enquanto isso, Mycchel Legnaghi ficará a postos, pois hoje entendeu que tem afinidade com o frio desde o dia do seu nascimento.

“Eu nasci no dia 20 de julho de 1983, e na madrugada desta data foi registrada a menor temperatura da história da Terra. 82 graus negativos, na Estação Vostok (na Antártida)”, conclui.

Fonte: Visor Notícias

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