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Economia

Safra de inverno em SC tem expectativa de aumento de produção de cebola e trigo

A divulgação foi feita no canal de capacitações da Epagri

Aires Mariga / Epagri

A Epagri apresentou as estimativas para a safra de inverno 2022/23 em Santa Catarina. A expectativa dos analistas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) é de crescimento de 25% na safra de trigo na comparação com o ciclo anterior, manutenção do Estado como líder nacional na produção de cebola e queda na produção de alho. A divulgação foi feita no canal de capacitações da Epagri.

Hortaliças

A cebola segue sendo o grande destaque da safra de inverno em Santa Catarina, já que o Estado deve se manter como o maior produtor da hortaliça no país. Segundo o analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, Jurandi Teodoro Gugel, se o clima colaborar, Santa Catarina tem potencial de produzir 523 mil toneladas na safra 2022/23, volume 5,46% maior do que na safra passada, quando foram produzidas 496 mil toneladas da hortaliça.

O incremento de produção está ligado principalmente ao aumento esperado de 4,94% na produtividade da cebola catarinense. Se na safra passada o Estado produziu 28.396kg/ha, neste ciclo deve produzir 29.798kg/ha. A área plantada tem pequena elevação, de 17, 5 mil hectares para 17,6 mil hectares, um aumento de 0,57%.

“Os bons resultados da última safra possibilitaram a manutenção do investimento na cultura, apesar da elevação nos custos de produção”, relata Jurandi. Ele ressalta ainda que muitas propriedades catarinenses estão estruturadas para a produção de cebola, portanto, há uma estabilidade que se consolida a cada ano no Estado.

A região de Ituporanga é a maior produtora de cebola no Estado, respondendo por 46,7% do total. Em seguida aparece a região do Tabuleiro, com 18,12%. Na região de Joaçaba são produzidas 10,44% de todas as cebolas do Estado, enquanto a região de Rio do Sul produz 8,8% do total catarinense.

O alho é outra cultura importante em Santa Catarina, que tem se firmado como terceiro maior produtor do país. Para se manter nessa posição, o Estado precisa implementar um plano de apoio à cadeia produtiva, analisa Jurandi. Ele lembra que, economicamente, a cultura é viável no território catarinense, porém o desempenho produtivo deve ser incrementado com as tecnologias já existentes e ao alcance dos produtores, especialmente os familiares

A necessidade de apoio fica clara nos números. A estimativa da Epagri/Cepa aponta que a safra 2022/23 de alho em Santa Catarina deve ser de 15.866t, uma queda de 17,06% na comparação com a safra passada, quando foram produzidas 19.130t.

Um dos principais fatores a impulsionar essa queda é a redução de 18,67% na área plantada. Na safra 2021/22 Santa Catarina plantou 1.810ha com alho e neste ciclo deve plantar 1.472ha. “Esta situação é reflexo do resultado do aumento dos custos de produção e do menor retorno econômico que os produtores obtiveram na safra passada”, pontua o analista da Epagri/Cepa. A produtividade do alho catarinense deve crescer 1,99%, saltando de 10.569kg/ha em 2021/22 para 10.779kg/ha na safra 2022/23.

Jurandi destaca que Santa Catarina é o berço nacional do alho. Ele lembra ainda que a tendência é o Brasil se tornar autossuficiente na produção nos próximos anos, reduzindo ou até eliminando a necessidade de importação da hortaliça.

Cereais

O trigo é o grande destaque na produção de cereais de inverno em Santa Catarina. Segundo João Rogério Alves, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, a próxima safra catarinense do grão deve ser 25,6% maior do que o ciclo 2021/22, se as condições climáticas forem adequadas ao cultivo.

Neste cenário, o Estado deve colher 436.906t de trigo, com uma produtividade de 3.503Kg/ha. A área plantada deve crescer 21,4%, saltando de 102,7 mil hectares para 124,7 mil hectares, se apresentado como o principal elemento para crescimento da colheita.

Chapecó deve se firmar como a principal região produtora, respondendo por 19,57% do total estadual. Em seguida aparece Canoinhas, que vai produzir 19,32% do trigo catarinense, e Curitibanos, com 18,98%. A região de Xanxerê é a quarta maior produtora do Estado, com 14,66% do total.

A safra 2022/23 de aveia em Santa Catarina será de 57.478t, 0,82% maior que o ciclo anterior. Esse pequeno crescimento se dá apesar da redução de 3,26% na área plantada, que caiu de 39,9 mil hectares na safra 2021/22 para 38,6 mil hectares na safra que inicia. A aumento esperado de 4,34% na produtividade deve impulsionar a safra, num cenário climático ideal para a cultura agrícola.

Santa Catarina deve colher 2.569t de cevada na safra 2022/23, volume 9,46% maior do que no período anterior. O aumento de 12,1% na área plantada justifica essa elevação. No ciclo agrícola 2021/22 o Estado contabilizou 620ha cultivados com o cereal e a expectativa para esta safra é de 695ha. A produtividade deve reduzir 2,32%, caindo de 3.785kg/ha para 3.697kg/ha entre um ciclo e outro.

O analista da Epagri/Cepa avalia que a safra 2022/23 de cerais de inverno se inicia em meio a um cenário de incertezas, já que problemas no abastecimento de fertilizantes geraram significativos aumentos de preço, elevando os custos de produção. Por outro lado, o cenário internacional de menor oferta, causado pela invasão da Ucrânia pela Rússia e pelas condições climáticas adversas nos Estados Unidos, traz expectativa de bons preços na comercialização da nova safra de trigo.

Os técnicos da Epagri/Cepa ressaltam que todas as estimativas apresentadas são iniciais e os números podem sofrer alterações ao longo da safra em decorrência de fatores climáticos e outras variáveis. As informações para estimativa inicial são obtidas junto à rede de informantes da Epagri/Cepa entre abril e maio e atualizadas mensalmente até o final da safra.

Fonte: Visor Notícias

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