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Profissionais de cuidados paliativos buscam amenizar dor física e emocional de pacientes e familiares

 “Para nós da família, isso foi muito confortante e importante, pois tenho a certeza que é feito tudo para que o paciente fique o melhor possível diante de todas as dificuldades que vem enfrentando devido ao tratamento, e eu sabendo disso tudo que era feito, me sentia bem por ela. O mais importante dos cuidados paliativos é o Amor e carinho que os Enfermeiros, Médicos sentem ao cuidar dos pacientes, essa sem dúvidas é a parte mais importante nesse tipo de cuidado”. Essas palavras são do Rafael Oliveira, de 31 anos, morador de Itajaí – SC, que em 2016 conheceu os cuidados paliativos e a médica Mavilde dos Santos Gomes. Foi durante o tratamento da esposa dele, Aline, que lutou contra um câncer de mama por um ano e faleceu no ano passado.

O casal tem um filho de 5 anos, que acompanhou esse processo. Para o pai, esse tratamento humanizado, foi essencial. “ Hoje eu e o Rafinha estamos bem, devido a todos esses cuidados paliativo que tanto a Aline quanto nós recebemos, isso nos ajuda diariamente a superar tudo’.

Essa técnica já é bastante antiga, mas a partir da década de 60 ganhou mais evidência, após uma enfermeira sentir a necessidade de cuidar de um amigo que sofria com dores, não só físicas, mas emocionais, psicológicas e existenciais. A partir daí é que começou a compreensão do termo dor mais amplo. Mas o que é cuidado paliativo? A médica Mavilde é especialista nesta área e explica que é “ um cuidado que se presta ao paciente e familiares num ponto de vista físico, espiritual e emocional, desde que ele apresente uma doença grave, sem cura, evolutiva e com risco de morte. Esse trabalho é feito com uma equipe multidisciplinar, com o olhar do enfermeiro, do psicólogo, do médico, do técnico de enfermagem, enfim, de um grupo”.

Assim como na maioria dos países do mundo, no Brasil essa prática ainda não é tão comum, porém, essencial para a qualidade de vida dos atendidos. Uma pesquisa feita pelo “ The Economist” em 2015 analisou 80 países e colocou o Brasil na 42ª colocação no Índice de Qualidade de Morte. Esses dados constam no documento publicado pela revista Brasileira de Cancerologia em 2016, e afirma que “anualmente, mais de 100 milhões de pessoas, entre familiares, cuidadores e pacientes, necessitarão de cuidados paliativos, entretanto menos de 8% terão acesso a esses serviços, segundo Palliaitive Care Alliance World. E a explicação está aqui: em pouco tempo o número de pessoas com mais de 65 anos será maior do que o número de crianças menores de 5 anos. A expectativa para 2030 é de mais de 1 bilhão de idosos, com aumento mais acentuado nos países em desenvolvimento.

A médica de Itajaí comenta ainda que a morte faz parte do ciclo natural de viver. Ela lembra que “antigamente a morte acontecia em casa, com os familiares, no seu habitat.  Hoje tem o hospital e muitas vezes o que vemos é a busca para prolongar uma vida sem qualidade. E do lado, muitas vezes tem um paciente que quer morrer em casa. Dai pergunto – Qual é a morte digna? É morrer sem sofrimento, sem dor física e emocional”.

Mas não só os familiares e pacientes recebem esse cuidado em uma clínica. A médica explica que os profissionais que prestam os atendimentos diários se envolvem com as histórias de vida e necessitam de atenção. “ Porque só pode cuidar bem, quem está bem cuidado”, completa Mavilde.

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