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Primeiro réu condenado por chacina de Canasvieiras recebe pena de 43 anos de prisão

Sessão do Tribunal do Júri de Florianópolis foi realizada nesta quinta-feira (12/11). Os outros dois denunciados pelos crimes não foram julgados na mesma data por terem testemunhas que consideram imprescindíveis contaminadas com covid-19 e impedidas de participarem do julgamento

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Divulgação

Mais de 43 anos de prisão foi a pena aplicada a Ivan Gregori Barbosa de Oliveira, um dos três denunciados pelo Ministério Público pelo homicídio de cinco pessoas em um hotel de Canasvieiras, associados a outros crimes. A sessão do Tribunal do Júri da Comarca da Capital foi realizada nesta quinta-feira (12/11).

O réu foi um dos dois contratados para auxiliar no crime que ocorreu em julho de 2018, motivado pela cobrança de uma dívida trabalhista do proprietário do hotel uma das vítimas, junto com mais três filhos e um sócio. O pagamento pelo pela sua participação seria o resultado de vultosa quantidade de dinheiro e outros bens que seriam roubados no hotel.

Ivan auxiliou a render e imobilizar as vítimas e ficou vigiando-as no subsolo do hotel, de onde o proprietário e seus três filhos – um deles autista – foram levados, um a um, para serem assassinados por asfixia nos quartos desocupados.

Ivan também atuou diretamente pelo homicídio do sócio, realizado no subsolo e testemunhado por uma funcionária, que também havia sido rendida mas teve a vida poupada por não ter participação nos negócios da família e conseguiu fugir.

Conforme sustentado pelo Promotor de Justiça Andrey Cunha Amorim, o réu foi considerado culpado por cinco homicídios qualificados pelo motivo torpe, por ter sido praticado com asfixia e pela impossibilidade de defesa pelas vítimas. Ivan também foi condenado pelos crimes de roubo os criminosos levaram o celular da funcionário e o furto de dois automóveis e objetos da família assassinada.

A pena total aplicada a Ivan foi de 43 anos e 20 dias de prisão e pagamento de 23 dias-multa. A sentença é passível de recurso, mas o réu, preso preventivamente no curso da investigação policial, não terá o direito de fazê-lo em liberdade.

Os outros dois denunciados pelo Ministério Público estão presos preventivamente e ainda não foram julgados. Os dois também seriam julgados nesta quinta-feira (12/11), mas como tinham testemunhas que consideram imprescindíveis contaminadas com covid-19 e impedidas de participarem do julgamento, o processo foi cindido em relação a eles e uma nova data será marcada. 

Fonte: Visor Notícias

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