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Prática de beach tennis exige preparo físico, diz ortopedista

Esporte que foi criado na província de Ravena, na Itália, na década de 1980, o beach tennis (tênis de praia, em português) desembarcou nas praias do Rio de Janeiro (RJ), em 2008. Desde então, a […]

Esporte que foi criado na província de Ravena, na Itália, na década de 1980, o beach tennis (tênis de praia, em português) desembarcou nas praias do Rio de Janeiro (RJ), em 2008. Desde então, a atividade ganhou adeptos de todo o país e, segundo a CBBT (Confederação Brasileira de Beach Tennis), já conta com mais de 500 mil praticantes.

De acordo com a entidade, o esporte – que reúne características do vôlei de praia, tênis e badminton – ganhou ampla adesão durante a pandemia de Covid-19, quando as autoridades de saúde passaram a recomendar a prática de atividades físicas ao ar livre e que não exigissem o contato físico. Com isso, só no estado de São Paulo, o número de quadras para a prática do beach tennis dobrou desde 2020, passando para mais de 900.

Em entrevista à Veja Saúde, o diretor da CBBT, Jorge Bierrenbach, afirmou que, mesmo sem jogos e eventos, a entidade deu um salto de 2500 atletas cadastrados para 5500 ao longo da crise sanitária.

Apesar de parecer um esporte fácil, é necessário um alto preparo físico para a prática de beach tennis, principalmente contando com a ajuda de um profissional. A afirmação é do Dr. Marco Aurélio S. Neves, ortopedista especialista em cirurgia do quadril e joelho que atua nos hospitais Sírio-Libanês e Moriah, em São Paulo (SP).

Segundo Neves, o condicionamento físico é importante para a prática de beach tennis, pois pode evitar possíveis contusões no joelho e no tronco. “E a rotação de tronco é importante para melhorar o condicionamento físico para a prática do esporte”.

Ele conta que tanto o forehand quanto o backhand, os dois movimentos mais importantes do tênis e do beach tennis, são controlados pela rotação do tronco. “Assim, é essencial contar com o acompanhamento de um profissional para a orientação adequada da prática do esporte”, diz Neves.

O especialista também explica que os chamados “atletas de final de semana” – como são chamadas as pessoas que fazem caminhadas, jogam futebol ou praticam outros esportes com baixa regularidade -, frequentemente se queixam de dores musculares.

“Pessoas que praticam atividades físicas apenas de um a dois dias por semana mostram dificuldades ao realizar atividades comuns, como se agachar e sentir suas pernas mais firmes ao caminhar”, afirma Neves.

Segundo o ortopedista especialista em cirurgia do quadril e joelho, isso [complicações pós-treino] acontece porque esses atletas ficam um período muito longo sem treinar e, ao voltar a se exercitar no sábado e no domingo, acabam ficando mais expostos a lesões complexas. “E isso não seria diferente com o beach tennis, portanto, é necessário redobrar os cuidados ao praticar um ‘esporte da moda’”, explica Neves.

Para mais informações, basta acessar: https://drmarcoaurelio.com.br/

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