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Economia

06/05/2020 ás 15h08

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Itapema / SC

Pesquisa mostra que metade dos brasileiros vivem com menos de R$15 por dia
Por outro lado, os mais ricos vivem com R$ 17.373 mensais para as necessidades básicas
Pesquisa mostra que metade dos brasileiros vivem com menos de R$15 por dia
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É com apenas R$ 438 por mês que metade dos brasileiros sobrevive no país. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 105 milhões de pessoas têm menos de R$15 por dia para as necessidades básicas. Os resultados são referentes à renda média real domiciliar per capita de 2019, apurada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Rendimento de todas as fontes 2019. Os 10% mais pobres, o equivalente a 20,95 milhões de pessoas, sobreviviam com apenas R$ 112 por mês, ou R$ 3,73 por dia. Em relação a 2018, houve uma elevação de 0,9% na renda média dessa parcela da população, mas que em termos reais permanece inexpressiva: apenas R$ 1 real a mais.


Por outro lado, no extrato mais rico, apenas 1% dos brasileiros mais abastados vivia com R$ 17.373 mensais, o que significou um aumento de renda de 2,7% para essa população que somava pouco mais de dois milhões de pessoas. Apesar da disparidade de renda e concentração de riqueza ainda aguda, houve ligeira redução na desigualdade no País. O Índice de Gini — indicador que mede a desigualdade numa escala de 0 a 1, sendo maior a concentração de renda quanto mais próximo de 1 for o resultado — saiu de 0,545 para 0,543 pontos na passagem de 2018 para 2019. Embora o extrato mais rico tenha registrado um ganho de renda três vezes maior que o do extrato mais pobre, houve melhora nos extratos medianos da população, justificou o IBGE.


"Acho que está relativamente estável, acompanhando a tendência do mercado de trabalho. Tem um pouco de ganho dos mais pobres, e um pouco de ganho dos rendimentos mais altos", opinou Alessandra Scalioni Brito, analista do IBGE. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.406 na média do País, descendo abaixo do salário mínimo no Norte (R$ 872) e Nordeste (R$ 884), mas alcançando o dobro desse valor no Sudeste, R$ 1.720. A massa de renda domiciliar obtida de todas as fontes totalizou R$ 294,396 bilhões em 2019, também distribuída de forma desigual. A parcela dos 10% dos brasileiros os menores rendimentos detinham 0,8% dessa riqueza, enquanto os 10% mais ricos concentravam 42,9% dela. "Há uma concentração muito grande, com 10% dos domicílios mais ricos pegando quase metade da renda do País", observou Alessandra


 


 

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