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Economia

30/04/2020 ás 16h35

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Itapema / SC

Setor calçadista de São João Batista busca solução para combater crise do coronavírus
Reunião entre prefeito, Frente Parlamentar e representantes do Estado tenta reduzir Impacto econômico
Setor calçadista de São João Batista busca solução para combater crise do coronavírus
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Foto: Prefeitura de São João Batista/Divulgação

Aconteceu na quinta-feira (30), uma reunião virtual com o deputado estadual Altair Silva, através da Frente Parlamentar em Apoio aos Setores Calçadistas e de Componentes para Calçados, com o Secretário da Fazenda, Paulo Eli, e lideranças empresariais e políticas de São João Batista, para ser discutido sobre o setor que sofre com os impactos econômicos provocados pela pandemia da covid-19. Também participou a deputada Marlene Fengler, que integra a Frente. O deputado atendeu um apelo feito pelo prefeito de São João Batista, Daniel Netto Cândido, ainda no dia 31 de março.


Paralelo a este trabalho, o prefeito também já levou a situação do munícipio para o Fórum Parlamentar Catarinense “Nosso produto não é aquele essencial, que as pessoas vão priorizar consumir, por isso, a retomada vai ser ainda mais difícil. O município fez tudo o que estava ao seu alcance. Tem coisas, no entanto, que não dependem só de nós. Agradeço muito ao deputado Daniel Freitas por atender ao pedido levando ao presidente a situação de nossa cidade”, comentou.


Reconhecida como a capital catarinense do calçado é o maior polo calçadista do Estado, o 4º do país e a economia local depende diretamente dessa produção. O setor, já amarga 2,5 mil demissões desde março, quando iniciou o isolamento social. “São mais de 1,6 milhões de pares produzidos por mês, e que agora, boa parte deixa de ser fabricado. Eram mais de 8 mil pessoas empregadas nas mais de 400 empresas instaladas no município, e que agora sofrem com essa situação. Precisamos que o Governo do Estado adote medidas para salvar o setor e é isso que vamos debater junto com o secretário”, comentou o autor do pedido, deputado Altair Silva. 


O Secretário da Fazenda, Paulo Eli, se comprometeu em analisar uma melhor tributação para o setor de componentes, que faz parte da cadeia do calçado e tornaria o polo mais competitivo. Além disso, explicou a situação econômica do Estado, que os impede de oferecer uma linha de crédito diferenciada, por exemplo, diferente do Governo Federal, que possui mais possibilidades. Dessa forma, o prefeito Daniel informou da próxima reunião do Fórum Parlamentar, que será em São João Batista e ficou acordado que lá buscarão melhores opções.


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A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) estima que a produção de calçados deva encolher pelo menos 49% no segundo trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. A crise já fez com que o setor no Brasil perdesse 26,5 mil postos de trabalho. A queda será somada a um revés de 14,2% nos primeiros três meses do ano, o que deve resultar em uma retração de pelo menos 31,8% no primeiro semestre. “Estamos preocupados com o setor, que é o motor da economia local. Através da Assembleia Legislativa, vamos juntar todos os esforços para ajudar o setor a se recuperar em Santa Catarina”, frisou Altair.


Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista (SincaSJB), Almir Manoel Atanázio dos Santos, o principal problema enfrentado pela indústria calçadista é o cancelamento de pedidos, e a postergação do pagamento das compras já consolidadas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias do Calçado de São João Batista (Sintrical), Everton Quirino dos Santos, está preocupado com a saúde dos trabalhadores, mas também com a perda dos postos de trabalho. Muitas empresas adotaram férias coletivas e jornadas reduzidas para tentar manter os empregos, mas não veem o futuro com bons olhos, já que houve uma queda nas exportações de 8,5% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, e os embarques devem cair, pelo menos, 46,4% no segundo trimestre, conforme projeções da Abicalçados. O mercado interno também sinaliza com forte retração, e segundo as projeções, o consumo de calçado ao longo de 2020 deve ter queda superior a 20%.


 

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