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Mais de meio milhão de empresas são fechadas nos primeiros 4 meses do ano

O Mapa das Empresas, boletim elaborado pelo Ministério da Economia e divulgado na primeira semana de julho, mostra que nos primeiros quatro meses do ano foram criadas no Brasil mais de 1,3 milhão de empresas. […]

O Mapa das Empresas, boletim elaborado pelo Ministério da Economia e divulgado na primeira semana de julho, mostra que nos primeiros quatro meses do ano foram criadas no Brasil mais de 1,3 milhão de empresas. Entretanto, apesar do saldo positivo, mais de meio milhão, mais especificamente 541.884 empresas, foram fechadas no mesmo período.

Segundo os dados, 99% dos novos negócios abertos são de micro e pequenas empresas. De acordo com o Ministério, a facilidade em abrir uma nova empresa é um dos fatores que tem incentivado o registro de novos negócios. O tempo de abertura foi, em média, de 1 dia e 16 horas. Até o fim do ano, o governo estima que esse tempo para o registro de um novo negócio deve diminuir para um dia.

A facilidade em abrir uma empresa, no entanto, não significa que a gestão do negócio também será facilitada. Para não figurar entre os números de empreendimentos fadados a fechar as portas, é preciso estar atento a vários fatores. Um deles, segundo o administrador de empresas Gustavo Henrique Ferri da Silva, é o acompanhamento de indicadores de desempenho, que ajudam a medir os resultados e minimizar erros.

“Indicadores de Desempenho são ferramentas de coleta e análise de dados dos processos executados na rotina de trabalho de uma organização, e fornecem os resultados das atividades decorrentes. Estes resultados salientam os números positivos ou negativos que dão margem ao que está tendo um bom desempenho e ao que precisa ser retificado”, explica.

Silva completa que os indicadores se dividem em vários segmentos, que mostram ao gestor dados a respeito das áreas financeiras, de qualidade, produtividade e outras. Essas informações são essenciais para um melhor controle e monitoramento, sendo capazes de influenciar diretamente na tomada de decisões da empresa.

“Os segmentos mais comuns de indicadores são, por exemplo, os Indicadores de Qualidade, que estão diretamente ligados à satisfação dos clientes. Já os Indicadores de Produtividade tratam sobre os recursos, processos e utilização da matéria-prima na área da produção. Outro popular exemplo é o indicador de capacidade, que mede quanto tempo leva para conseguirmos produzir determinada quantia de produtos desejados”, reforça o profissional, que tem 11 anos de experiência em Administração de Empresas.

Baixo custo – Gustavo Ferri da Silva comenta que existem indicadores de desempenho dos mais simples e aos mais sofisticados e sua implementação é flexível, podendo ser aplicados em diversos ramos da atividade desenvolvida pelas empresas. Além disso, o custo de implementação pode ser de acordo com as necessidades do negócio.

“Apesar do que a maioria dos empresários acredita, a implementação não exige um alto custo de investimento e nem um alto nível de conhecimento, podendo ser executados com sucesso usando apenas planilhas do Excel. O mais importante nesse processo é definir com clareza as metas a serem cumpridas a curto, médio e longo prazo. A partir desses conceitos é que o empresário poderá escolher quais serão os indicadores de desempenho que serão mais eficazes para fazer as devidas mediações necessárias”, informa.

Mulheres respondem por 40% dos novos pequenos negócios

O último boletim Mapa das Empresas mostrou que dos 99% de novas microempresas abertas, mais 40% são comandadas por mulheres, que aderirem ao regime de microempreendedoras individuais. Pesquisa inédita realizada pela Serasa Experian mostrou que 40% das novas empreendedoras no Brasil afirmam que o principal fator que as encorajam a abrir um negócio é conquistar a independência financeira.  Quando questionadas se já conquistaram esse objetivo, 55% das entrevistadas afirmaram que sim.

Em segundo lugar, com 29% das respostas, está a flexibilidade de tempo como motivo encorajador. Outros motivos elencados pelas entrevistadas são: fazer o que se acredita (24%), ter renda complementar (21%), ganhar mais (20%), sempre foi o sonho (18%), ficou desempregada (18%), mudar de carreira (9%), herdou um negócio (7%) e mudança de cidade (4%).

De acordo com a Serasa, o estudo relevou que 57% das empreendedoras brasileiras afirmaram ter a renda totalmente proveniente do próprio negócio.

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