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Jogo do Tigrinho, o esquema criminoso que já fez usuários perderam grandes quantias; há casos até de suicídio

A polícia suspeita de ligação do Jogo do Tigrinho com esquema de pirâmide financeira. Influenciadores são investigados por divulgar o game

imagem mostra jogo do tigrinho
Foto: Divulgação

O “jogo do Tigrinho”, um site de apostas que opera ilegalmente com uma “roleta de prêmios”, está no centro das atenções nas pesquisas do Google no Brasil nesta segunda-feira (4). A prática, envolta em métodos fraudulentos, tem sido uma fonte de curiosidade e preocupação entre os internautas.

Um dos casos mais notórios associados a essa plataforma é o de um influenciador que costumava compartilhar imagens em carros de luxo e declarava ganhar mais de R$ 1.500 em uma única aposta. Ele, junto com seus colegas, ganharam notoriedade nas redes sociais promovendo o aplicativo, ostentando uma vida de luxo e proferindo frases como “Agora o pai tá de Porsche. Zeramos o game, esquece”.

Contudo, esta rápida ascensão financeira chamou a atenção da Polícia Civil do Paraná, resultando em uma investigação de pelo menos três meses. Recentemente, o influencer e seus dois colegas foram soltos pela polícia. Na sua defesa, Campelo postou em redes sociais neste domingo (5) que se sente injustiçado pelas notícias, alegando que “o cair é do homem mas o levantar é de Deus”.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, os envolvidos no caso também realizavam rifas em redes sociais, oferecendo carros e valores em dinheiro. O delegado Tiago Dantas, da PCPR, esclarece que as vítimas depositavam dinheiro em troca de participação nesses sorteios, mas os prêmios prometidos não eram entregues.

No Brasil, o chamado Jogo do Tigrinho ficou famoso devido à extensa campanha que incluiu muitos influenciadores digitais e jogadores que compartilham suas supostas ‘táticas’ nas redes sociais. No entanto, há a suspeita de que vídeos que mostram altos valores são feitos em contas usadas para testes (contas demo) do jogo, somente para simular ganhos reais e assim atrair novos jogadores.

O caso do “jogo do Tigrinho” ressalta a importância de cautela com plataformas de apostas online e a necessidade de investigação e ação rápida das autoridades em casos suspeitos de fraudes na internet. Os indivíduos são investigados por crime contra a economia popular, associação criminosa, exploração de loteria sem a autorização legal e lavagem de dinheiro.

Durante as apurações, os indivíduos, no intuito de ganhar seguidores nas redes, fizeram uma ação em um posto de gasolina de Curitiba. Na ocasião, ofertaram 8 mil reais em gasolina para motoboys. Para chamar atenção nas redes sociais, eles ainda postavam vídeos com bebidas e veículos de luxo. Há 6 dias os supostos criminosos publicaram no Instagram que estavam soltos, e comemoraram junto com os internautas.

Além do site do “Jogo do Tigrinho” já ser uma prática de aposta ilegal, agora, os criminosos estão estão utilizando táticas enganosas para invadir sites oficiais de prefeituras e universidades. Segundo as informações da Polícia do Paraná, o objetivo é promover serviços ilegais de apostas, aproveitando-se de terminações de domínio como “gov.br” e “edu.br” para obter uma boa visibilidade nos resultados de busca e transmitir uma falsa sensação de segurança aos usuários.

O método utilizado, conhecido como defacement ou “desfiguração”, explora vulnerabilidades nos sites oficiais, permitindo que os golpistas redirecionem os usuários para casas de apostas fraudulentas, muitas vezes usando nomes legítimos como Bet365 e Aviator.

Essas práticas ilegais representam riscos significativos para os usuários, e é crucial que estejam cientes dessas atividades fraudulentas. Identificar sites legítimos e relatar qualquer atividade suspeita às autoridades ou responsáveis pela administração dos sites invadidos é fundamental para combater essas práticas e proteger os internautas contra atividades ilegais online.

Casos de sucídio

Em outros casos, os prejuízos foram tão grandes que levaram os jogadores a tirar a própria vida. O delegado Pedro Adão, que participa das investigações sobre o Fortune Tiger, confirmou que existem pelo menos três casos como esse no Maranhão.

“Nós tivemos no Maranhão o registro de três suicídios decorrentes de pessoas que começaram a jogar esses joguinhos eletrônicos, perderam uma grande quantidade de dinheiro e acabaram por ceifar suas próprias vidas. Então a gente começou a investigar esses digitais influencers com atuação no Instagram que divulgam constantemente esses jogos e incitam as pessoas a jogarem, que acabam perdeu seu dinheiro. São jogos que foram feitos para tirar o dinheiro das pessoas”, afirmouao G1.

Como funciona o jogo do Tigrinho?

O jogo pode ser localizado sob os nomes ‘Fortune Tiger’ ou ‘Jogo do Tigrinho’. A plataforma opera semelhante a uma roleta, onde os participantes se cadastram, realizam depósitos em dinheiro e efetuam apostas.

Jogo do Tigrinho é confiável?

A resposta é não. Segundo a Polícia, o jogo do Tigrinho é configurado como um jogo de azar, sendo assim, não é confiável.

Em primeiro lugar, a estrutura desses jogos é projetada para favorecer a casa ou o provedor, garantindo que a maioria dos jogadores perca dinheiro a longo prazo. Além disso, o elemento de sorte em muitos jogos de azar significa que os jogadores têm pouco controle sobre os resultados, o que pode levar a problemas financeiros e sociais, incluindo o vício.

A falta de transparência em relação às regras do jogo, probabilidades de ganho e procedimentos de pagamento também é uma preocupação. Em alguns casos, há estabelecimentos de jogos que operam de maneira fraudulenta, resultando em jogos manipulados e pagamentos não confiáveis. Além disso, a legalidade dos jogos de azar pode variar, o que pode tornar difícil para os jogadores avaliarem a equidade do sistema.

Em última análise, os jogos de azar representam riscos financeiros substanciais, e as experiências negativas associadas a esses jogos levaram muitas pessoas a questionar sua confiabilidade e impacto na sociedade.

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Fonte: Visor Notícias

Sobre o autor:
Brunela
Brunela Maria
Brunela Maria é jornalista desde 2011 e formada pelo Centro Universitário IESB, em Brasília. Trabalhou no Notícias do Dia, em Florianópolis e na Record TV Brasília. Atua como repórter no portal Visor Notícias e também na WebTV desde 2019.

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