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FIESC anuncia criação de escola de negócios para formar líderes

Projeto foi apresentado nesta quarta-feira (10), no segundo dia do Fórum Radar Reinvenção; iniciativa vai ocupar o primeiro andar da sede da Federação das Indústrias (FIESC) e será marco histórico para a entidade que busca fortalecer a formação de líderes para o setor

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Divulgação

Para consolidar-se e dar robustez à formação de lideranças, a Federação das Indústrias lança em 2022 a Escola de Negócios FIESC. A iniciativa contará com investimento de R$15 milhões e ocupará o primeiro andar da sede da entidade, em Florianópolis. O anúncio foi feito pelo presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, e pelo diretor de educação e tecnologia, Fabrizio Machado Pereira, nesta quarta-feira (10), no segundo dia do Fórum Radar Reinvenção

De acordo com Aguiar, a escola será de ‘empresários para empresários’, com o objetivo de compartilhar soluções adotadas na indústria. “Nós temos uma indústria de base familiar e queremos preparar cada vez melhor os sucessores para essas empresas, qualificar a governança. Para isso, teremos também parcerias internacionais”, destaca, citando a cooperação com escolas internacionais de negócios, como a Nova School of Business and Economics, de Lisboa, e outras europeias. 

Veja também:O futuro não é digital, mas sim híbrido, diz Martha Gabriel

“A nossa escola é composta de especialistas e empresários que são protagonistas nesta transformação da indústria. Além das parcerias com escolas internacionais consagradas para construir programas customizados às reais necessidades da indústria catarinense, vamos ter métodos e práticas de imersão, conteúdos digitais e plataformas híbridas”, detalha Fabrizio Machado Pereira.  

As formações a serem oferecidas por meio da Escola de Negócios FIESC levam em conta o processo de reinvenção do negócio, a profissionalização da governança, questões ligadas à sucessão familiar nas empresas, e programas efetivos de ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança), visando práticas mais sustentáveis. Fabrizio explica que a escola oferecerá “todos os elementos e conteúdos orientados para esse momento de travessia da indústria catarinense”. Ele ainda acrescenta que, para ganhar musculatura e relevância, a escola vai depender do envolvimento direto dos empresários. 

Perspectivas econômicas
Além de apresentar a Escola de Negócios FIESC, o último painel do Fórum Radar Reinvenção tratou de perspectivas para a economia e o impacto dessas mudanças no dia a dia das empresas. Mediado pelo presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, e pelo assessor de economia da FIESC o professor do departamento de economia da UFSC, Pablo Bittencourt, o diálogo contou com participação do economista-chefe na América Latina do BTG Pactual , Mansueto Almeida, e do economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale.

Mansueto destacou movimentos recentes, como retomada da agenda de concessões nos últimos anos. “Num período tão difícil como foi o da pandemia, as concessões continuaram. Esse ano, por exemplo, a gente já teve a renovação da concessão da Dutra, concessão de novas ferrovias, a gente mudou o marco regulatório do setor de saneamento, na semana passada fizemos a concessão do 5G, que vai aumentar o investimento em telecomunicação e conectividade nos próximos anos”, avaliou.

“Nos últimos quatro anos, a gente teve um governo que veio de um processo de impeachment, e depois um governo que no início não tinha base política. Apesar de circunstâncias tão adversas, o Brasil fez reformas importantes nos últimos cinco anos. Isso me deixa bastante otimista porque teremos uma campanha eleitoral na qual a gente poderá discutir várias questões”, destacou o economista.

Megale falou das fases de retomada nas principais economias mundiais. “Não era uma crise normal, uma crise econômica que você coloca as pessoas na rua para trabalhar, as indústrias para produzir. Era o contrário. Num segundo período, os governos elaboram planos de forte expansão fiscal, transferência de renda – seja por meio de crédito ou por meio de programas de proteção do emprego. A economia começou a entender como trabalhar assim, mais digital”, disse. Megale ressaltou ainda que o combate à pandemia deve ser mundial, pois a interferência nas cadeias produtivas compromete a produtividade de todo o setor. 

Fonte: Visor Notícias

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