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Fenômeno da seca diminui no Sul do Brasil segundo monitoramento

Em termos de áreas com seca, o Rio Grande do Sul teve um recuo da seca de 100% para 88% do território gaúcho entre março e abril. No Paraná e em Santa Catarina o fenômeno seguiu respectivamente em 98% e 92% de seus territórios

Divulgação
A última atualização do Monitor de Secas, referente a abril, aponta o abrandamento da seca nos três estados do Sul, devido às chuvas acima da média. Acompanhe a seguir a situação do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

No Paraná, entre março e abril, a área com seca se manteve estável no patamar de 98% do estado, percentual que segue desde agosto de 2021 e foi o maior entre os estados do Sul em abril. Em termos de severidade, foi observado o desaparecimento da área com seca extrema em 4% do estado, assim como o forte recuo da porção com seca grave de 85% para 26% do estado. Essa é a melhor condição de seca no Paraná desde março de 2021, quando houve 19% de seca grave.

O Rio Grande do Sul, entre março e abril teve um recuo da seca de 100% para 88% de seu território com seca, devido às chuvas acima da média, o que é o menor percentual entre os estados do Sul. Desde setembro de 2020, essa é a primeira vez que o RS registra áreas livres de seca e os 88% representam a segunda menor área com registro do fenômeno desde o início do acompanhamento do Monitor de Secas no estado em agosto de 2020, sendo que apenas em setembro de 2020 houve uma área menor com o fenômeno: 87%. Com seca em 247,9 mil quilômetros quadrados, território superior ao do Reino Unido, o Rio Grande do Sul teve a 5ª maior área seca do Brasil, ficando atrás de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. Em termos de severidade, o RS teve um abrandamento da seca com o desaparecimento das áreas com seca extrema, mas os 45% de seca grave colocam o estado com a situação mais severa do Sul em abril.

Já em Santa Catarina, a seca extrema desapareceu entre março e abril, o que abrandou o fenômeno no estado. Além disso, a seca grave recuou de 29% para 19% de SC, cenário que representa a menor severidade do fenômeno no estado desde sua entrada no Mapa do Monitor de Secas, em agosto de 2020, e a menor severidade entre os estados do Sul em abril. Em termos de área com o fenômeno, Santa Catarina se manteve com 92% de território com seca, patamar que persiste desde janeiro deste ano.
Considerando o recorte por região, o Sul registrou o maior percentual de área com seca: 92%. Com 80% de seu território com a presença do fenômeno, o Centro-Oeste foi a 2ª região com maior área seca. Já o Sudeste teve 54% de sua área com registro do fenômeno, enquanto o Nordeste segue com o menor percentual de território com seca: 27%.

A maior severidade observada em abril aconteceu no Sudeste, que registrou 4% de seca excepcional, a mais aguda da escala do Monitor. O Centro-Oeste teve a segunda maior severidade de abril com 11% de seca extrema. No Sul houve um abrandamento do quadro com o desaparecimento da seca extrema e a redução da seca grave de 53% para 34% da região. Já o Nordeste teve a menor severidade do último mês com 1% de seca grave, menor percentual desse grau do fenômeno entre as quatro regiões acompanhadas. 
Entre março e abril, em termos de severidade da seca seis estados tiveram um abrandamento do fenômeno no último mês segundo o Monitor de Secas: Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Tanto no Distrito Federal quanto no Espírito Santo o fenômeno voltou a ser registrado em sua menor intensidade: fraca. Somente na Paraíba houve a intensificação da seca, enquanto o fenômeno se manteve estável em 12 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.
Considerando as quatro regiões integralmente acompanhadas pelo Monitor de Secas, a maior severidade observada em abril aconteceu no Sudeste, que registrou 4% de seca excepcional, a mais aguda da escala do Monitor. O Centro-Oeste teve a segunda maior severidade de abril com 11% de seca extrema. No Sul houve um abrandamento do quadro com o desaparecimento da seca extrema e a redução da seca grave de 53% para 34% da região. Já o Nordeste teve a menor severidade do último mês com 1% de seca grave, menor percentual desse grau do fenômeno entre as quatro regiões acompanhadas.

Entre março e abril, sete unidades da Federação registraram o aumento da área com seca: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí e Tocantins. Já no Distrito Federal e no Espírito Santo a seca voltou a ser registrada. Por outro lado, a área com o fenômeno reduziu em seis estados: Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Nos outros seis estados acompanhados pelo Monitor, não houve variação do território com seca: Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe.

Três unidades da Federação registraram seca em 100% do território no último mês: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os demais 18 estados acompanhados pelo Monitor apresentam entre 6,5% e 97,8% de suas áreas com o fenômeno, sendo que para percentuais acima de 99% considera-se a totalidade dos territórios com seca. Diferente dos últimos meses, nenhuma das 21 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor ficou livre de seca.
As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SULeNORTE.
Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, Mato Grosso lidera a área total com seca, seguido por Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul. No total a área com o fenômeno foi de 2,84 milhões de quilômetros quadrados e se fosse um país seria o 8º maior do mundo, superando os 2,78 milhões de km² da Argentina.As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SULeNORTE.
O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.
Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, os três do Centro-Oeste mais o Distrito Federal, além de Tocantins. O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação.

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. As instituições que atuam no Monitor de Secas em seus respectivos estados são as seguintes:

·        PARANÁ: Instituto Água e Terra (IAT) e o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (SIMEPAR);·        
RIO GRANDE DO SUL: Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA);·        
SANTA CATARINA: Secretaria Executiva do Meio Ambiente (SEMA) da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE).

A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno  ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região. 

Fonte: Visor Notícias

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