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Especialista explica como desenvolver uma estratégia eficaz em nuvem

Em uma nova realidade do mercado de tecnologia, a nuvem pode se tornar um grande player de negócios. A ferramenta, popularmente conhecida através de plataformas digitais e aplicativos, é um modelo de armazenamento de dados […]

Em uma nova realidade do mercado de tecnologia, a nuvem pode se tornar um grande player de negócios. A ferramenta, popularmente conhecida através de plataformas digitais e aplicativos, é um modelo de armazenamento de dados de computador no qual as informações são armazenadas por meio de um provedor de computação na nuvem, que nada mais é do que a própria internet.

Segundo um levantamento realizado pela empresa Sky One, divulgado em março deste ano, referente a dados coletados em 2020 e 2021, houve um grande movimento em relação à adesão à nuvem entre as empresas. De acordo com os dados, 87% das empresas que migraram para a nuvem durante esse período são de pequeno porte, já na categoria de companhias de grande porte a porcentagem ficou em 13%.

Os novos avanços tecnológicos permitem que as organizações melhorem a implantação em nuvem. Entretanto, o processo exige que etapas sejam formuladas e seguidas por meio de planejamento não apenas direcionado à implementação, mas também ao desenvolvimento e manutenção dos sistemas em nuvem. Em entrevista, a empresária Cristina Boner Leo Silva, Presidente do Conselho de Administração da Globalweb Corp, explica quais são as principais fases que os CIOs (diretores de tecnologia da informação) devem considerar ao criar, implementar e amadurecer tal estratégia.

De que forma o armazenamento em nuvem pode contribuir para a rotina de uma empresa?

Cristina: Em um ambiente de negócios em constante mudança, os serviços em nuvem desempenham um papel importante para tornar as empresas mais ágeis. Para oferecer o máximo de valor de negócios no tempo mínimo, os CIOs podem mapear estratégias em nuvem para suas três principais prioridades: estratégia e inovação, governança e segurança e mobilização e migração. As estruturas de governança devem ser adaptáveis para ter flexibilidade no tratamento de diferentes demandas de implementação e perfis de risco. As estratégias devem ser projetadas para o sucesso em nuvem e para apoiar a transformação da organização.

Você considera que empresas necessitam de um segundo provedor para utilização da ferramenta?

Cristina: É preciso concentrar-se no desenvolvimento de uma estrutura de colocação de carga de trabalho em nuvem que corresponda às necessidades com o provedor de nuvem apropriado. A adição de um segundo provedor de nuvem, para casos adicionais de uso de aplicativos, poderá melhorar a flexibilidade. No entanto, estratégias multicloud podem aumentar a complexidade e o custo no futuro. Para lidar com isso, manter um provedor primário é preferencial. Caso haja requisitos de negócios que esse provedor não possa atender, a empresa pode adicionar provedores adicionais de forma ordenada impulsionada por necessidades específicas.

Como as empresas podem atender as necessidades da nuvem híbrida com a nuvem distribuída?

Cristina: Nuvens privadas e/ou híbridas podem trazer complexidade e falta de controle. Por isto mesmo, ao invés disso, melhor seria adotar soluções distribuídas em nuvem que estendem os mesmos serviços nativos de nuvem pública à infraestrutura local, estando sob o mesmo esquema de gerenciamento da nuvem híbrida. Esses serviços em nuvem são distribuídos para locais capazes de atender às necessidades de nuvem híbrida e privada, mantendo as vantagens do consumo clássico de nuvem pública.

Como você enxerga a oferta de talentos atual para posições nessa área?

Cristina: A escassez contínua de trabalhadores qualificados em nuvem está tornando essa transição ainda mais árdua. De acordo com o relatório global do estudo “Global Technology Leadership”, uma pesquisa realizada pela  Deloitte referente a 2020, de 90% dos líderes de TI que planejam expandir seus modernos ambientes de engenharia de software e nuvem, 80% dizem que a falta de habilidades dos funcionários. Acredito que parcerias mais fortes entre universidades, empresas e provedores de nuvem ajudarão a desenvolver um aprendizado atualizado que combine o treinamento técnico profundo com a estratégia de negócios.

Quais alternativas você considera relevantes para a capacitação desses profissionais?

Cristina: É importante construir um programa de capacitação de talentos (TEP) para promover e desenvolver as habilidades, além de criar as funções necessárias dentro da organização de TI. Upskilling e reskilling de funcionários existentes também podem ajudá-los a atualizar seus conhecimentos. Não só isso, mas as empresas também devem fornecer treinamento aprofundado para novos contratados antes de iniciar seus trabalhos. A combinação de treinamento baseado em habilidades e simulação permite que os funcionários apliquem esse aprendizado a casos reais, auxiliando no desenvolvimento do profissional.

Para saber mais, basta acessar: ww.globalweb.com.br 

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