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Em uma semana casos de crianças com coronavírus aumenta 162,5%

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Pela análise baseada no conjunto de dados com Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Santa Catarina e Defesa Civil de Santa Catarina, o Laboratório de Conservação e Gestão Costeira da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a região da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri), em relação à ocorrência de casos de Covid-19,  no período de 24 de abril,  64,5% dos municípios catarinenses já possuem ao menos um caso da doença. A macrorregião Sul é a líder do Estado em acometimentos. Já a Amfri está em terceiro lugar, com destaque para a dinâmica intensa de aumento de casos, no último mês, nas macrorregiões da Grande Oeste (2ª) e o Meio Oeste e Serra Catarinense (4ª).

Santa Catarina está em 11º lugar no número de casos acumulados registrados entre os 27 estados brasileiros (6.696 casos), sendo também o Estado com maior número de acometimento da Covid-19 no Sul do Brasil, com 40,88% dos casos. O estado está em 18º lugar (105) em número de óbitos. A região brasileira com maior número de casos é a sudeste com 37,64% dos casos, sendo a região sul a penúltima no número de casos (4,50%).

Considerando o período de um mês (24 de abril a 24 de maio), houve um aumento de 453,84% no número de casos de coronavírus, bem como no número de óbitos (150%). Quanto à distribuição do número de casos no território, no dia 24 de abril, Santa Catarina registrava 104 municípios com casos da doença, já no dia de ontem Santa Catarina registrou 189 municípios com casos de COVID 19, um incremento de 81,7% em um mês. Já no período de uma semana, de 17 a 24 de maio, Santa Catarina teve um aumento de 1.920 casos (40,2%), considerado o maior desde o início da doença no Estado. Em número de óbitos, houve um incremento de 26% (22 óbitos) no Estado, o maior número no período de uma semana, desde o início da chegada do vírus em Santa Catarina).

Macrorregiões de Santa Catarina

Em Santa Catarina, 38,9% dos casos da Covid-19 e 43% dos óbitos estão localizados nos 30 municípios costeiros, e 61,1% localizados em 159 municípios do interior. Tal fato decorre, segundo os pesquisadores, pois é na costa catarinense onde estão localizados os municípios com o maior contingente populacional do estado (Joinville e Florianópolis), os municípios com maior adensamento populacional (Balneário Camboriú e São José), bem como os com maior grau de conurbação (Regiões metropolitanas de Florianópolis, Foz do Rio Itajaí, Joinville, Tubarão).

Quanto ao acometimento da doença nas macrorregiões do Estado, a Macrorregião Sul apresenta 16,35% dos casos catarinenses com 41 municípios com casos da Covid 19, sendo seguida pela Grande Oeste (16,21%), Foz do Rio Itajaí (15,36%), como pode ser avaliado em seguida uas macrorregiões apresentaram uma forte dinâmica no aumento de casos, no último mês, o Grande Oeste e o Meio Oeste e Serra Catarinense. No Grande Oeste destaca-se a microrregião de Concórdia, a qual teve um incremento de 219,3% do número de casos em apenas um mês, destacando-se o município de Concórdia, o qual teve um incremento de 454,5% de casos em apenas 30 dias. Municípios do entorno, cuja economia está fortemente ligada ao setor de frigoríficos e matadouros (setores estes os quais os trabalhadores permanecem adensados no setor de trabalho para o corte de carnes), foram também aqueles que apresentaram o maior incremento de casos (Iprumirim, Seara, entre outros). Já no Grande Oeste o incremento de casos foi de 457%, sendo o município de Chapecó aquele que apresentou o maior incremento em número absoluto de casos – 535 em apenas 23 dias. Cabe registar que nestas duas regiões, em apenas 23 dias, houve um aumento de 32 municípios com casos de coronavírus.

Na escala municipal, os maiores focos da doença estão localizados em 10 municípios, sendo 7 municípios polos do Estado, e 3 (Balneário Camboriú, Navegantes e São José) municípios localizados nas áreas conurbadas de: Itajaí – Balneário Camboriú e Navegantes, e Florianópolis – São José, municípios estes que se caracterizam por apresentar movimentos pendulares na relação residência-trabalho-residência, conforme abaixo Quanto as questões de gênero, as mulheres continuam sendo as mais acometidas desde a chegada da Covid-19 no Estado, sendo que 52,5% dos casos são de mulheres e 47,5% são de homens.  A faixa de idade com maior acometimento continua entre 30 e 39 anos, com 26,3% dos casos (1.761 casos), seguida pela faixa 40 a 49 anos (1.340 casos) ou 20% dos casos. No período de uma semana, destaca-se o incremento de casos em crianças de 0 a 9 anos – a taxa de crescimento foi de 162,5% – a maior em todas as faixas de idade.

 

Foz do Rio Itajaí

A Amfri, integrada por 11 municípios, tem acumulado 1.089 casos (Figura 3) e 17 óbitos (Figura 4). Considerando o período de um mês (período de 24 de abril a 24 de maio), houve um incremento de 505% número de casos da COVID 19 nos municípios da região, já na última semana este aumento foi de 42,91%. No período de apenas um mês, o maior incremento no número de casos em números absolutos ocorreu nos seguintes municípios: Balneário Camboriú (230), Navegantes (222), Itajaí (141), Camboriú (62), Penha (52), Itapema (46) e Balneário Piçarras (26). Neste período de um mês houve um aumento de 8 óbitos na região. Já no período de uma semana, os municípios com maior incremento de casos em números absolutos foram: Itajaí (99), Balneário Camboriú (80), Navegantes (61), Camboriú (25), Penha (22) e Balneário Piçarras (15). 

Quanto ao coeficiente de incidência de casos de Covid-19 por 1 milhão de habitantes, o maior coeficiente de incidência continua sendo o município de Navegantes (2.835/1.000.000) – 63,1% maior que a média nacional. Em seguida está Balneário Camboriú (2.024/1.000.000), em estado de atenção (Entre 50% e a incidência nacional) . No que se refere ao coeficiente de mortalidade por 1 milhão de habitantes, os municípios com os maiores coeficientes de mortalidade são os municípios de Penha e Navegantes (61/1.000.000), Porto Belo (47/1.000.000) e Camboriú (36/1.000.000) vem em seguida. No âmbito da região já existem um total de 512 casos de recuperados da doença, uma proporção de 49,2% dos casos confirmados totais. O município com o maior número de recuperados é Porto Belo 90,9%, seguido por Camboriú com 71,8% (79 casos) e Ilhota com 63,8% (14 casos).        

 

Brasil

No início desta 22º semana desde a chegada da Covid-19, o Brasil tem acumulado 363.211 casos (Figura 1). Houve um incremento de 50,6% no número de casos em apenas uma semana, e de 40,6% de óbitos. No período de apenas um mês o Brasil teve um incremento de 585,3% no número de casos e de 517,6% no número de óbitos. Neste mesmo período, todos os países do mundo apresentaram um incremento de 93,12% do número de casos e um incremento de 75,9% de óbitos neste mesmo período. Até o dia 24 de maio, o Brasil apresentou uma recuperação de 149.911 casos, e 190.634 estão em acompanhamento.

Mundo

Até o dia 24 de maio , foram confirmados 5.492.597 casos em todo o planeta e 346.416 mortes (4.482 em relação ao dia anterior). As Américas são atualmente o epicentro da Covid-19, com 2.220.267 casos confirmados (54.264 novos em relação ao dia anterior), 131.605 mortes (2.956 em relação ao dia anterior). Nas Américas, e no mundo, os Estados Unidos lidera a lista dos países com maior número de casos (1,685,353), bem como número de óbitos (99,304). Em número de casos, o Brasil ocupa o segundo lugar (363,211) em todo o planeta, e em número de mortes está em sexto lugar (22.666). Ainda nas Américas, em número de casos o Peru (119,959) está em 3º lugar, em 4º o Canadá (84,699), e em 5º o Chile (69,102).

Entre os dez países mais acometidos pela Covid-19, o Brasil é o segundo com menor número de testes na população (3,461/1.000.000 de habitantes). A Índia está em primeiro lugar (2,135/1.000.000 de habitantes). No entanto, a população da Índia (1,26 bilhões de habitantes) é 6,4 vezes maior que a brasileira (210.147.125 pessoas). O país que aplicou o maior número de testes na população até o momento é a Islândia com 170,742/1.000.000 de habitantes).

Equipe de pesquisadores atua na avaliação

O professor Marcus Polette conduz o mapeamento junto com o acadêmico de Engenharia Ambiental e Sanitária, Paulo Pitarello, bolsista do Artigo 171, e os mestrandos Matheus Rocha e Darua Valente, do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental. As professoras Carolina Mussi e Rubia Pereira dos Santos, da Escola do Mar, Ciência e Tecnologia; e as docentes Graziela Liebel e Stellla Maris Brum Lopes (coordenadora), do Mestrado em Saúde e Gestão do Trabalho, uniram-se ao grupo nas análises. Eles trabalham em parceria com um grupo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

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