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Em operação sigilosa, novos caças Gripen da Força Aérea Brasileira desembarcam em Navegantes

Primeiros modelos que chegaram ao país são monoposto, com lugar apenas para um piloto. As entregas de aeronaves ocorrem até 2024

Foto: Reprodução

Foram desembarcados neste sábado (2), os dois novos caças Gripen F-39 da Força Aérea Brasileira (FAB), em Navegantes. Eles chegaram durante a noite de sexta-feira em um navio de bandeira holandesa que atracou às 22h30 no cais da Portonave, em Navegantes.

Conforme divulgado pela colunista Dagmara Spautz, da NSC, a operação é sigilosa e o acesso à embarcação é restrito – mas o perfil shipspotting_itajai que reúne imagens da movimentação do Complexo Portuário do Itajaí-Açu, publicou fotos exclusivas da chegada e retirada dos aviões do navio.

Foto: @shipspotting_itajai

As fotos mostram as aeronaves ainda embarcadas e içadas pelos guindastes que operam os contêineres. As imagens foram creditadas aos perfis @ricardo_zp21 e @anderson_conejo. Os aviões, que foram construídos na Suécia, deverão fazer o primeiro voo no Brasil a partir de Santa Catarina, em data ainda não divulgada.

A decisão da FAB de trazer os aviões supersônicos ao Brasil embarcados em um navio, e não pelo ar, chama atenção. Fontes do setor ouvidas pela coluna, em condição de anonimato, disseram que a escolha do transporte marítimo leva em conta os custos, e é praxe nesse tipo de entrega.

Construídos como armas de guerra, os caças têm algumas particularidades que tornariam a travessia pelos ares inviável. Uma delas é a autonomia de voo, menor do que a de uma aeronave comercial de transporte de passageiros. Caso voassem a partir da Suécia, os aviões precisariam de pausas para abastecimento estabelecidas no roteiro – o que encareceria a operação.

Foto: Reprodução

Os especialistas dizem que também seria necessário mobilizar pilotos e aeronaves de retaguarda da FAB, o que multiplicaria os custos do transporte. Outro ponto levado em conta é a burocracia que envolve sobrevoar o espaço aéreo de outros países com uma aeronave de guerra, incrementada com diversos tipos de armamento, como mísseis de longo e curto alcance. A alternativa seria transportar os aviões sem os equipamentos bélicos.

Na aviação mundial, um dos países que costumam fazer entregas “pelo ar” são os Estados Unidos. Parte dos caças F-5 norte-americanos comprados pelo Brasil ao longo das últimas décadas, que agora serão aposentados pela FAB com a chegada dos Gripen, chegaram ao país voando. Para isso, exigiram abastecimento em voo.

As duas aeronaves são a primeira entrega regular de um total de 36 aviões comprados pelo governo brasileiro em 2014, a um custo de quase R$ 20 bilhões em cotação atual. O contrato prevê transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia – incluindo a montagem de aeronaves com espaço para duas pessoas. Os primeiros modelos que chegaram ao país são monoposto, com lugar apenas para um piloto. As entregas de aeronaves ocorrem até 2024.

Sigiloso

O desembarque dos caças Gripen em Navegantes é mantido em sigilo pelo porto, pela Saab – empresa sueca que construiu os aviões de guerra – e pela FAB. Mas é possível sondar os próximos passos, levando em conta a primeira operação de chegada de aeronaves que ocorreu em setembro de 2020, quando a Portonave recebeu o Gripen de ensaios.

O avião chegou lacrado, na área interna do navio, e a retirada levou cerca de seis horas – uma operação cercada de cuidados. A aeronave permaneceu por alguns dias no porto, até ser rebocada ao Aeroporto de Navegantes, onde decolou pela primeira vez no Brasil.

Fonte: NSC/Colunista Dagmara Spautz

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