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Derretimento de geleiras está espalhando venenos e doenças do passado

Situação foi levantada por pesquisadores que acompanham a situação no Ártico

O permafrost – solo composto por terra, sedimentos e rochas (até então) permanentemente congelado – está derretendo e revelando segredos ocultos. A informação é do portal BBC Brasil. Além de fósseis do Pleistoceno, o degelo está liberando grandes emissões de carbono e metano, mercúrio tóxico, vírus e bactérias causadores de doenças antigas. A situação preocupa os cientistas que estudam o fenômeno. O permafrost, rico em matéria orgânica, contém cerca de 1.500 bilhões de toneladas de carbono.

O inverno do Hemisfério Norte de 2018/2019 foi marcado por manchetes sobre o “vórtice polar”, à medida que as temperaturas despencaram drasticamente no sul da América do Norte. A temperatura em South Bend, no Estado americano de Indiana, chegou a -29°C em janeiro de 2019, quase o dobro da temperatura mínima registrada na cidade em 1936.

Em janeiro de 2019, a extensão de gelo no Mar Ártico era de apenas 13,56 milhões de quilômetros quadrados, cerca de 860 mil quilômetros quadrados abaixo da média registrada de 1981 a 2010 – e apenas um pouco acima do menor nível histórico, alcançado em janeiro de 2018.

O fato é que o Ártico está esquentando duas vezes mais rápido que o resto do mundo, em parte devido à perda da refletividade solar. “Estamos vendo um grande aumento de degelo do permafrost”, confirma Emily Osborne, gerente do programa de pesquisa do Ártico, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), e editora do Boletim do Ártico, estudo ambiental anual da NOAA. Como resultado direto do aumento da temperatura do ar, diz ela, o permafrost está descongelando e “a paisagem está se deteriorando fisicamente”. “As coisas estão mudando muito rápido e de uma maneira que os pesquisadores não tinham previsto”, acrescenta.

O título do Boletim do Ártico de 2017 não deixa dúvidas: “O Ártico não mostra sinais de que vai voltar ser a uma região estavelmente congelada”. Um dos artigos analisou as temperaturas do permafrost a uma profundidade de 20 metros (distante o suficiente para não ser afetado por mudanças sazonais de curto prazo) e constatou que as temperaturas aumentaram 0,7ºC desde 2000. Uma das autoras do estudo, Hanne Christiansen, professora e vice-reitora de educação da University Center Svalbard, na Noruega, diz que “as temperaturas estão aumentando dentro do permafrost a uma velocidade relativamente alta.” “Então, é claro que o que estava congelado permanentemente antes pode ser liberado”, acrescenta Christiansen, que também é presidente da Associação Internacional de Permafrost.

Gases e lagos borbulhado

“Em alguns lugares do Ártico do Alasca, você sobrevoa um queijo suíço de terras e lagos formados pelo desmoronamento do solo”, diz Sue Natali,  pesquisadora do The Woods Hole Research Center, em Massachusetts, nos EUA, cujo trabalho de campo mudou da Sibéria para o Alasca. “A água que estava perto da superfície agora forma lagos.”

Muitos desses lagos estão borbulhando com metano, uma vez que os micróbios se veem de repente diante de um banquete de matéria orgânica antiga para devorar, liberando metano como subproduto.”Muitas vezes, atravessamos os lagos porque são muito rasos. E, em alguns pontos, é como se você estivesse em uma banheira de hidromassagem, porque borbulha muito”, conta Natali.

Doenças antigas

Mas o metano e o CO2 não são as únicas coisas que estão sendo liberadas do solo outrora congelado. No verão de 2016, um grupo de pastores de renas nômades começou a adoecer devido a uma doença misteriosa.

Começaram a circular boatos sobre a “praga da Sibéria”, vista pela última vez na região em 1941. Depois que um menino e 2,5 mil renas morreram, a causa foi identificada: antraz.

A teoria é que o derretimento do permafrost tenha descongelado uma carcaça de rena infectada com antraz, vítima do surto de 75 anos antes.O Boletim do Ártico de 2018 especula que “doenças que foram erradicadas, como gripe espanhola, varíola e peste, podem estar congeladas no permafrost”.

Um estudo francês de 2014 pegou um vírus de 30 mil anos congelado no permafrost, e o aqueceu novamente em laboratório. Ele voltou à vida na mesma hora, 300 séculos depois. Contribuindo para esse cenário apocalíptico, em 2016, o Doomsday Vault – um silo global de sementes no Ártico da Noruega, que armazena milhões de sementes para o caso de uma catástrofe global – foi invadido pela água derretida do permafrost. Além disso, vestígios arqueológicos preservados no gelo podem ser revelados, mas também podem se deteriorar rapidamente. Um sítio arqueológico congelado de paleoesquimós na Groenlândia, preservado por cerca de 4 mil anos, corre o risco de desaparecer.

Com informações da BBC Brasil

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