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Cultura e Lazer

Curta-metragem rodado em BC é selecionado para competição de cinema do Mercosul

A produção adapta "As Fantasias Eletivas" para o cinema e é estrelado por Renato Turnes, Mariana Genesio Pena, atriz trans argentina, e Néstor Guzzini, vencedor do Kikito de melhor ator.

O filme escrito e dirigido por André Gevaerd adapta para o cinema o romance “As Fantasias Eletivas”, de Carlos Henrique Schroeder, bibliografia obrigatória para ingresso nas principais universidades do sul do Brasil.

“Vivemos em um mundo cheio de preconceitos, e o combate a estes deve ser prioridade”. defende o diretor André Gevaerd.

O curta-metragem, realizado em Balneário Camboriú/SC e estrelado por Renato Turnes — um verdadeiro talento do cinema e teatro de Santa Catarina, e Mariana Genesio Peña — atriz trans argentina, foi selecionado para a Mostra Competitiva de Curtas Mercosul. Considerada a mostra de curtas mais importante e disputada do Festival de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul — FAM 2020. Festival que chega em sua 24ª edição reunindo o melhor da cinematografia brasileira e do Mercosul.

A obra literária narra história de Renê, um recepcionista noturno de hotel na turística Balneário Camboriú, que tenta reconstruir sua vida e encontra na amizade de Copi, um travesti obcecado por fotografias, uma alternativa para sua vida destruída. Renê lerá o que Copi escreve e será o único que terá acesso a suas fotos de surpreendente beleza. É quando um livro se abre dentro do livro, e tudo se torna um grande ensaio da alma humana. As fantasias eletivas une prosa, poesia e fotografia para refletir sobre a solidão e a criação literária, e mostra como a literatura, a de verdade, é sobretudo feita de sangue.

O curta-metragem “Copi” retrata na linguagem cinematográfica o universo narrativo da obra de maneira fiel e com um olhar sensível e humanizado para enaltecer as particularidades da história que trata de temas como solidão, amizade, preconceito e perda afetiva, e para isso traz em sua narrativa a relação que se estabelece entre um homem comum brasileiro e uma artista travesti argentina. O primeiro contato conturbado é superado através do reconhecimento do outro. Assim, nasce uma amizade improvável dotada de cumplicidade e compreensão. O curta também conta com atores como Néstor Guzini (vencedor do Kikito de melhor ator), Melize Zanoni, Luciano Estevão, Junior Farias e Dino Galdi.

“O filme é mais delicado do que o livro, o que gostei muito. Ele investiga outros nuances da história. É uma bela janela para o interior de Renê e Copi”, destaca o escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder.

“Copi” possui diálogos em português e espanhol, com objetivo de estreitar os laços afetivos e comunicativos entre brasileiros e argentinos. A cooperação cultural entre os dois países reforça a cultura latina enraizada na cultura sul-americana, mas com olhar em sentimentos universais capaz de comunicar-se com pessoas de qualquer nacionalidade.

Cineramabc Filmes

A produção do curta-metragem é assinada pela Cineramabc Filmes com o patrocínio da Lei Municipal de Incentivo e Fomento à Cultura (LIC-BC/FCBC), através da Fundação Cultural e da Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú. A realização do curta-metragem contou com apoio do Hotel Camboriú e Hotel Blumenau, que serviram de cenário das gravações.

“Copi” é o terceiro curta-metragem do cineasta André Gevaerd como diretor. André é fundador da Cineramabc Filmes, produtora de conteúdo audiovisual sediada na cidade a mais de 12 anos. Além disso é empreendedor cultural e idealizou a Arthousebc, casa artístico-cultural inovadora que integra variadas áreas artísticas (Cinema, Música, Artes Cênicas, Dança, Literatura, Fotografia, Artes Visuais, etc). Em pouco tempo, o espaço tornou-se ponto de encontro de artistas, profissionais e empresários que tornaram a casa um centro de inovação, inclusão social e fomento cultural.

FAM 2020

A 24ª edição do Festival de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2020, que reúne o melhor da cinematografia brasileira e do Mercosul, será realizada em formato inédito esse ano por conta da pandemia. O Festival, com realização prevista de 24 a 30 de setembro será transmitido on-line para todo o continente.

Na Mostra Curtas Mercosul, foram selecionados 12 filmes de cinco países: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Peru. Duas produções de Santa Catarina, sendo uma coprodução com Argentina e oito produções internacionais com três coproduções.

Para apoiar a realização do FAM 2020 e garantir ingressos para assistir filmes inéditos do conforto e segurança da sua casa é preciso contribuir com a campanha na plataforma Benfeitoria que segue até o dia 21/08: https://benfeitoria.com/famdetodos

Trailer COPI: 

Sinopse COPI

Renê, 35 anos, é recepcionista de um hotel no período noturno e complementa sua renda fazendo bicos para pagar a pensão de seu filho de 6 anos. Copi, 41 anos, é uma artista amadora, argentina, travesti, que ganha a vida na noite de Balneário Camboriú. O caminho dos dois se cruza e uma improvável amizade nasce tão rapidamente quanto é interrompida.

Ficha Técnica

Título: Copi
Gênero: Drama
Duração: 18’
Idioma: Português / Espanhol
Produção: Brasil / Argentina
Filmagem: Brasil
Janela: 1.1:85
Formato: DCP 2K, Dolby Digital, Cor
Formato captação: 2K raw
Lançamento: 08/2020

Equipe

Direção e Roteiro: André Gevaerd
Assistente de Direção: Santiago Asef
Elenco: Renato Turnes, Mariana Genesio Peña, Néstor Guzzini, Luciano Estevão, Melize Zanoni, Junior Farias, Dino Galdi
Produção: André Gevaerd, Isabela Traple Neves e Ney Felipe Neves
Produção Executiva: Alceu Bett e Toni Denardin
Direção de Produção: Bruno Gehring
Direção de Fotografia: Máuri Nicolotti
Direção de Arte: Sabrina Haenisch
Ilustrações e Caligrafia: Karen Piovan
Figurino: Diego Suffredini de Freitas
Maquiagem: Kamila Padilha
Montagem: Manga Campion, Santi Asef e Matias Merino
Desenho de Som / Diseño de Sonido / Sound Design: Diego Dambrowski
Trilha Sonora Original: Jairo Adriano da Silva e Diego Dambrowski
Música / Música / Music: “Seguir viviendo sin tu amor”, de Luis Alberto Spinetta

 

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Conheça o cantor Matheus Cuelba, jovem autista que viralizou nas redes sociais

Além de tomografias e outros exames, os médicos também constaram, na época, sintomas de depressão. Junto ao resultado clínico, ele iniciou o tratamento com especialistas e as aulas de violão. “Quando saí da escola que estive por nove anos da minha vida, mudei minha terapia convencional para a terapia ABA. Muitos tópicos que trabalhei no tratamento são os pilares da carreira musical que estou desenvolvendo, como não querer fazer tudo sozinho, ouvir instruções de profissionais e não criar expectativas muito altas. Acredito que o emocional e o profissional são pontos que devem estar em equilíbrio”, diz Matheus. Os desafios do convívio social Ao assistir a desenvoltura do jovem músico nos vídeos publicados nas redes sociais, não se imagina os desafios que existiam no início do tratamento. De acordo com a mãe de Matheus, Cláudia Cuelbas, as sessões de terapia e as aulas de música auxiliaram no enfrentamento dos medos, que, hoje, permitem que ela comemore pequenos momentos em família. “Quando ele começou a terapia, foi muito difícil, pois ele não queria de forma alguma, ficava emburrado e nervoso. Quem vê o Matheus agora nem acredita. A intervenção em ABA foi o que aconteceu de melhor na nossa vida porque os terapeutas são ótimos e têm muita paciência”. Cláudia lembra que as aulas de violão, realizadas em uma escola perto de casa, eram a forma encontrada pelo jovem de expressar seus sentimentos. No quesito profissional, o professor Fabiano aponta a timidez e a falta de confiança como as principais barreiras nas primeiras aulas. Com o tempo, as conversas entre professor e aluno foram além do âmbito musical, possibilitando o crescimento e os resultados, como o vídeo viralizado. Os sintomas no começo do tratamento foram os mesmos constatados pela psicóloga e analista comportamental do Grupo Conduzir, Larissa Aguirre. “Matheus chegou até nós por indicação de sua fonoaudióloga, que conhecia sobre a terapia ABA e sua eficácia. No início da terapia, as principais dificuldades eram de relacionamento social, de lidar com um grande sofrimento emocional e de realizar tarefas do dia a dia com independência”. Modelo de tratamento - ABA Há três anos, o tratamento do Matheus segue o modelo da Análise Comportamental Aplicada, conhecido pela sigla ABA - Applied Behavior Analysis. Trata-se de uma ciência usada para a compreensão do comportamento que vem sendo amplamente utilizada no atendimento a pessoas com desenvolvimento atípico, como o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A ABA deriva do behaviorismo, que tem como finalidade o estudo do comportamento por meio científico. De acordo com a terapeuta, as principais funções e atividades desenvolvidas pelo músico ao longo dos anos envolvem habilidades de controle financeiro, repertório de autocuidado e autonomia, tolerância em aceitar opiniões divergentes, empatia, aquisição de repertório para conversar sobre temas variados (capacidade antes exclusiva no campo da música), identificação das situações e suas consequências, autoestima, autoconfiança e atenção compartilhada. A psicóloga que acompanha o caso de Matheus comemora: “Foi incrível ver o reconhecimento das habilidades do Matheus. É emocionante acompanhá-lo conseguindo generalizar e utilizar as habilidades aprendidas em contexto natural de maneira adequada. Nós sempre acreditamos no desenvolvimento dele, até mesmo quando para ele era difícil acreditar. E vê-lo recebendo esse carinho e reconhecimento das pessoas é muito emocionante.” Para Matheus, a rede de apoio formada por familiares, amigos e os professores de música é o que o ajuda a realizar os sonhos e insistir em projetos profissionais. “Acho que eles foram as lanternas que iluminaram minha mente escura para novos horizontes e também aqueles que tiraram um momento da aula para ouvir meus lamentos pessoais. Tive sorte de ter uma família fantástica e de ter achado as pessoas certas para construir uma amizade verdadeira”. Autismo de Alto Funcionamento O Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido como autismo, engloba diferentes condições e graus de dificuldade no desenvolvimento neurológico. De acordo com os dados do Center of Deseases Control and Prevention, CDC, o autismo afeta 1 a cada 54 pessoas no mundo. Assim, a estimativa é que no Brasil existam cerca de 2 milhões de autistas. Os graus de autismo são classificados do mais leve ao mais severo. O diagnóstico proferido ao Matheus em 2014 determinou uma disfunção de Nível 1, a Síndrome de Asperger, também chamada de “autismo de alto funcionamento”, caracterizada pelo atraso na comunicação e na interação social, além do interesse restrito por temas do cotidiano, como a obsessão pela música, que o impedia de conversar e conhecer outros assuntos. “Para dar um exemplo, seria o caso da criança que apresentou pouco ou nenhum atraso da fala em si, mas que possui dificuldade em comunicar seus sentimentos, emoções e fazer ou manter relacionamentos de amizade com seus pares”, exemplifica a mestre e doutoranda em Análise de Comportamento, coordenadora do Instituto de Pesquisa Conduzir, Renata Michel. A especialista ainda explica que, se um indivíduo tem déficits e/ou excessos comportamentais típicos do diagnóstico, a abordagem em ABA, aplicada por um profissional capacitado, pode reverter o quadro por meio de tratamentos corretos que irão aumentar ou diminuir os sintomas, a depender do objetivo, para que sejam apresentados comportamentos mais próximos aos esperados para pessoas da mesma faixa etária. Apesar de ainda ser tema de estudos neurológicos, já é possível afirmar que o funcionamento do cérebro dos autistas é diferente e, por isso, tem uma compreensão distinta de atividades, o que poderia explicar melhores habilidades de foco e memória visual, entre outras características: “Não podemos afirmar que os autistas de alto funcionamento são mais propícios ao desenvolvimento de habilidades focadas, mas sim que o autista de alto funcionamento que possui QI (Quociente de Inteligência) normal ou acima da média pode desenvolver habilidades muito significativas. Apenas 1% da população total de indivíduos com TEA possui o chamado “savantismo”, que considera o desenvolvimento de habilidades extraordinárias”, explica a especialista Renata Michel.

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