keyboard_backspace

Página Inicial

Segurança

Crianças esquartejadas no RS: testemunha é morta e inquérito segue inconclusivo

Testemunha da versão de que as duas vítimas foram mortas em um ritual de magia negra foi assassinado

X
Foto: Divulgação

A investigação do caso das duas crianças que foram esquartejadas na cidade de Novo Hamburgo, em setembro de 2017, ainda segue sem conclusão. O homem apontado como o principal responsável pela versão de que as duas vítimas foram mortas em um ritual de magia negra foi encontrado em uma rua no bairro Lomba Grande, na mesma cidade. Na época, as crianças forma encontradas por um catador. O corpo estava esquartejado. As cabeças nunca foram encontradas e até hoje o caso é um mistério para a polícia gaúcha.

O informante que colaborava com a polícia, identificado como Paulo Sérgio Lehmen, 44 anos, seria intimado no mesmo dia a depor no procedimento administrativo disciplinar da Polícia Civil que busca responsabilizar os culpados, principalmente pelas trapalhadas nas investigações policiais. Até hoje, a morte das crianças segue sem resposta e sequer o nome das vítimas foi descoberto. Mas, como ele foi morto, o caso ganhou mais uma pausa.

O delegado Moacir Fermino e Lehmen, seu informante, foram condenados em novembro de 2020 por inventar a versão de que ocorreu um ritual satânico e prender cinco pessoas que, para a Justiça, são inocentes. Lehmen foi morto em 14 de dezembro com uma facada no pescoço, perto da casa onde morava, em um crime que ainda não foi esclarecido.

Um familiar, que preferiu não se identificar, disse que ele saiu voluntariamente da residência, chamado por alguém que possivelmente o conhecia. A delegada Ariadne Langanke, da Delegacia de Homicídios, afirma que nenhuma hipótese está descartada e não encontrou indícios de que a morte possa estar ligada ao caso das crianças esquartejadas.

Antes de morrer, Lehmen gravou um vídeo. Na mensagem, ele dizia que vinha sendo acusado de estupro de uma criança na cidade, crime que, segundo ele, não teria cometido. Afirmou que temia por sua vida. O relato foi publicado em uma rede social apenas cinco dias antes de ele ter sido assassinado. “Pode ser mera coincidência, e não temos nenhum indício de vinculação com o inquérito passado (sobre a morte das crianças). Ainda não há elucidação. Estamos trabalhando”, declarou a delegada Ariadne.

A morte do informante acabou sendo uma surpresa para a equipe à frente do procedimento administrativo disciplinar ainda em tramitação no Conselho Superior de Polícia. Essa instância é a que pode definir pela cassação ou punição do delegado Fermino e de um agente.

O delegado Cristiano Reschke, que é responsável pelo procedimento administrativo-disciplinar, reconhece que o homicídio irá atrasar ainda mais a extensa investigação – agravada pela interrupção dos trabalhos durante os períodos mais críticos da pandemia. “A ausência da testemunha em razão de morte vai impedir o depoimento no processo administrativo-disciplinar e atrasa um pouco o procedimento. Iremos solicitar ao juízo competente a autorização para utilização como prova emprestada o depoimento judicial prestado pelo Lehmen”, adianta Rechscke. Fermino foi condenado em primeiro grau pelos crimes de falsidade ideológica (três vezes) e corrupção ativa de testemunha (quatro vezes).

A situação do inquérito das crianças

A morte das duas crianças segue um mistério até hoje, em aberto também na delegacia de homicídios de Novo Hamburgo. O máximo que se conseguiu descobrir, por meio de análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP), é que as duas vítimas são um menino e uma menina, entre oito e 12 anos, e que possuíam material genético compatível pelo lado materno. Ou seja, podem ser irmãos, primos ou mesmo tia e sobrinho. Não se descobriu nome, familiares, nem mesmo de onde eram.

Os dois corpos foram sepultados em dezembro de 2019, após mais de dois anos armazenados no Departamento Médico-Legal. O túmulo onde ambas estão enterradas no cemitério de Novo Hamburgo. Não havia nome algum, somente a palavra “ignorado”, escrita grosseiramente em tinta azul nas gavetas 710 e 721.

O primeiro delegado que atuou no caso foi Rogério Baggio, que admite que o fato marcou para sempre sua carreira. As crianças foram encontradas por um catador. Os corpos das vítimas foram encontrados na Estrada Porto das Tranqueiras, e nenhum morador disse ter visto o descarte.

O estado dos corpos levava a polícia a suspeitar de que o crime havia acontecido poucos dias ou até horas antes. Não havia marcas de sangue no local, o que permitia concluir que os assassinatos não ocorreram ali.

As cabeças das crianças nunca foram encontradas. Com elas, seria possível tentar reconstituir a face das vítimas. As digitais e o DNA foram coletados, mas não havia registros compatíveis no Estado.

Na época, a polícia também checou a lista de pessoas desaparecidas, mas não havia casos de duas crianças sumidas. Suspeitou do caso de dois irmãos desaparecidos na Bahia, mas as crianças foram encontradas vivas. Depois disso, chegou a se levantar a hipótese de que os pais das vítimas estariam mortos, mas o material genético permitiu descartar ligação com outros casos de pessoas assassinadas. Verificou-se também, em escolas gaúchas, crianças que estariam ausentes, mas também se obteve retorno. Nenhuma investida deu resultado.

Fonte: GZH

Segurança

Acidente entre moto e carro em Porto Belo mata morador de Itapema

Motociclista retornava do trabalho quando se envolveu no acidente

Segurança

Homem é encontrado morto dentro de bueiro em SC

Vítima tem 22 anos e tinha marcas de facadas no pescoço e tórax

Segurança

Jovem que morava sozinha é encontrada morta e amarrada com fita crepe em SC

Jovem estava morta dentro da residência há pelo menos três dias

Mais notícias

Segurança

Acidente entre moto e carro em Porto Belo mata morador de Itapema

Motociclista retornava do trabalho quando se envolveu no acidente

Mundo

Baleia jubarte ‘engole’ pescador e depois o cospe vivo

Ele estima que ficou na boca da baleia por 30 a 40 segundos