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Política

Cinco ex-ministros bolivianos pedem refúgio político no Brasil

Leia na Coluna Esplanada de hoje direto de Brasília

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Marcelo Casal JR/Agência Brasil

Fuga oficial

Cinco ex-ministros recentes da Bolívia pediram refúgio político no Brasil. Eles são egressos do governo opositor de Jeanine Añez – que assumiu após a renúncia do presidente Evo Morales, após as denúncias de fraudes nas eleições que o reelegeram para o terceiro mandato. Eles estão hospedados em hotéis e casas de amigos em Corumbá e Campo Grande (MS), em Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). A situação para eles, que se dizem perseguidos com novo Governo, é crítica que até o ex-ministro da Defesa Luis Fernando Lopes Julio, do Exército, fugiu para o Brasil.

Pela tangente

As ex-autoridades bolivianas já deram entrada no pedido de refúgio nas Superintendências Regionais da Polícia Federal nas capitais dos Estados onde estão.

Em Brasília

Procurado pela Coluna, o Ministério da Justiça informou que não pode revelar “eventuais pedidos ou processos de refúgio, devido ao sigilo previsto em lei”.

Memória

Evo renunciou em novembro de 2019, após pressão das Forças Armadas, e declarou que houve “golpe civil, político e policial”. A OEA apontou indícios de fraude na reeleição.

Reviravolta

O novo presidente eleito é Luiz Arce, aliado de Evo, e quer julgá-los. Os ex-ministros acusam o Governo de perseguição com argumentos de que deram golpe de Estado.

Capítulo1

As portas palacianas e de gabinetes do Congresso Nacional, mesmo fechadas, deixam vazar sussurros incômodos e provocadores sobre a atuação da ministra a Flávia Arruda, a deputada neófita em Brasília que ascendeu ao piso Palaciano, na Secretaria de Governo. Para os aliados, ela se esforça. Para os críticos, ela caiu numa armadilha.

Capítulo 2

Os veteranos mais próximos do presidente Jair Bolsonaro apontam que a articulação de Flávia Arruda é fraca junto à CPI do Covid para blindar o Governo. Os mais experientes políticos indicam que ela caiu numa armadilha da vaidade ao aceitar o cargo, porque o núcleo palaciano sabia que seria inevitável a investigação. Em suma, os generais tiraram a tempo o peso das mesas e empurraram a missão para a novata. E segue a novela.

Sem xerife

Quem é o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro nessa crise da operação policial no Jacarezinho? Quem é de fora do Rio se pergunta. Mas não há. O então governador Wilson Witzel extinguiu o cargo quando assumiu. Para a PM e a Civil, foi decisão acertada, porque deu mais autonomia às duas Polícias – inclusive orçamentária. 

Em tempo

Circula nas redes sociais um vídeo em que uma senhora confraterniza com bandidos numa laje, segurando duas armas de grosso calibre. Não é a mãe de um dos mortos na operação, garante a inteligência da Polícia Civil, desmintido o boato na internet.

Conexão no rio

O programa Amazônia Conectada vai completar em julho mais uma etapa de cabeamento de fibra óptica submersa nos rios Negro e Solimões, chegando a 1.800 km de pontos atendidos, entre escolas, aldeias, ribeirinhos e instalações militares. Com exceção dos cabos, a tecnologia é toda nacional, comemora o Ministério da Defesa.

Floresta acima

O novo trecho atendido será entre o município de Barcelos (AM) – destino internacional de turismo de pesca esportiva – e São Gabriel da Cachoeira (na famosa ‘cabeça do cachorro’, pelo desenho no mapa), onde o Exército tem forte atuação.

Rio eleitoral

Um dos mais próximos elos de Bolsonaro no Rio, o ex-secretário municipal de Ordem Pública Gutemberg Fonseca deixou o Republicanos, partido do ex-chefe Marcelo Crivella, e se filiou ao Patriota. Mais gente deve seguir a rota.

Fonte: Visor Notícias

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