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Cultura e Lazer

Artista catarinense Serafim lança primeiro EP da carreira solo com cinco gravações

Músicas também estão disponíveis nas plataformas digitais

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Tons, sons, invocação, improvisação, canto de amor e das dores do mundo. O artista catarinense Serafim acaba de lançar o primeiro EP em todas as plataformas digitais, como Spotify, Deezer, Apple Music e Google Play. Autointitulado, o EP SERAFIM conta com cinco canções (Além da Despedida, Às, Dia da Eternidade, Indiferente e Serafim). Elas foram compostas e escritas pelo cantor e compositor, com participações de Mateus Costa (no contrabaixo acústico), de Francis Pedemonte (na bateria, caixa, bumbo, pratos e chumbau) e Israel Dutra (no violino).

Ouça o EP https://spoti.fi/3fqrI3A 

Junto com o EP, o cantor e compositor lança o videoclipe da canção Além da Despedida. A produção tem roteiro e direção de Serafim; captação de imagem e auxílio de direção de Juliana Valbert; além do auxílio logístico de Lucemeri Alves. “Além da Despedida é um rezo. Uma prece, uma oração. Algo que se diz baixinho para si mesmo quando se está sozinho, longe das pessoas, e perto da verdade. É canto de força, que chama o sujeito a seguir adiante, ainda que aquilo que mais o apavora sempre retorne, em ciclos estreitos de repetição sem fim. Quando a compus, eu estava esperançoso de que, ainda que eu recaísse sempre nos mesmos problemas (mais cedo ou mais tarde), eu sempre levantaria, e sempre seguiria o caminho que acho correto, que é o caminho da transcendência, do espírito e do amor”, afirma o artista.

Assista ao videoclipe www.youtube.com/serafimoficial 

Serafim é o pseudônimo do cantor e compositor, e, também professor de música na grande Florianópolis, Raphael Duarte Alves Augusto. “O Serafim sou eu. Não enquanto personagem perfeito, mas como frágil e falho, sensível demais, choroso, ao mesmo tempo que com a coragem de olhar de olhos nus a ferida de si mesmo. Um esperançoso, que crê piamente que existe um sentido maior nisso tudo e que vale a pena cantar por isso”, explica. “Depois li sobre o Arcanjo Serafim, descobri que ele era o ser mais próximo de Deus em toda a Criação e que em seu desejo de se aproximar do Criador, pegava fogo, queimava em si mesmo nesse ardor”, destaca.

O EP, segundo Serafim, é uma fotografia da trajetória de uma década de música do cantor e compositor. Simultaneamente, mostra como ele se manteve próximo dos mesmos temas, e de como mudou o modo de sentir e de fazer música com o passar dos anos. A experiência pessoal com o grupo de improvisação livre, coletiva, xamânica e intuitiva de Florianópolis, chamado “Tocata”, guiado pelo músico chileno Polo Cabrera, também influenciou e influencia diretamente a música de Serafim. “Todas as canções do EP são modos de eu comunicar minha ansiedade pelo mundo espiritual, minha angústia pelos tombos na terra, minha sensibilidade de ter feridas compridas, e a coragem de olhar para elas. Num sentido bastante geral, eu poderia, talvez, chamá-las de ‘preces’, ainda que não seja exatamente isso”, comenta. “Além da Despedida, por exemplo, foi composta no final de 2019, quando eu já havia incorporado novas referências provindas da música andina e das Tocatas, e quando enfrentava uma crise existencial um pouco mais acentuada. Assim, ela traz algo mais leve e, agora, mais próximo da oração, embora fosse essa uma oração dançante”, complementa o artista.

VIDEOCLIPE
O videoclipe tem roteiro e direção de Serafim; captação de imagem e auxílio de direção de Juliana Valbert; além do auxílio logístico de Lucemeri Alves. Foi gravado em dois momentos. No primeiro, em campos e florestas, em um local agrícola, nos arredores da casa da mãe de Serafim, em Biguaçu (SC). No segundo, nas dunas próximas à cidade de Garopaba (SC), onde moram os avós do artista. Sinopse: O personagem Serafim sempre carrega uma janela para onde quer que ele vá. Ele viaja por uma série de ambientes naturais diferentes, nunca confinado em salas ou casas. Sempre sozinho, como se fosse tudo isso uma ilusão do próprio sujeito. Embora ao ar livre, Serafim está sempre enquadrado nos limites estreitos dessa janela, que é sua carga e seu fardo. Serafim viaja o mundo e busca o ar puro e a solidão da natureza, mas está sempre dentro de sua casa (a janela simboliza isso), nunca sai realmente de seus limites confortáveis e prefere carregá-los como caracol eterno do que se livrar deles e dar de cara com a natureza de modo frontal. Assim, o vídeo representa um sentimento de necessidade de ar puro, espaço, natureza e liberdade, ainda que este sentimento só se exacerba na nossa condição de confinamento, não apenas físico, como mental e espiritual.

SERAFIM
É o pseudônimo do cantor e compositor, e também professor de música na grande Florianópolis, Raphael Duarte Alves Augusto. Graduado em Licenciatura em Música e mestrando em Musicologia, na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Começou a compor, tocar e improvisar a partir de 2005. Fundou e participou da banda O Novo Código Genético (2012/2019). Em 2020, lança o primeiro EP denominado Serafim, que conta com cinco canções (Além da Despedida; Às, Dia da Eternidade, Indiferente e Serafim). Acompanhe as novidades pelo www.instagram.com/serafim.oficial

FICHA TÉCNICA EP SERAFIM
Além da Despedida (composição e letra de Serafim; violão, charango, caixa do divino, shaker – chocalho ovinho – e vocal por Serafim)
Ás (composição e letra de Serafim; violões, caixa do divino, baixo elétrico e vocal por Serafim; pratos e chimbau por Francis Pedemonte; violino por Israel Dutra)
Dia da Eternidade (composição e letra de Serafim; violão e vocais por Serafim)
Indiferente (composição e letra de Serafim; violão, baixo elétrico e vocais por Serafim; caixa – com vassourinha -, bumbo e pratos – bateria – por Francis Pedemonte)
Serafim (composição e letra de Serafim; violões e vocais por Serafim; bateria e pratos por Francis Pedemonte; contrabaixo acústico por Mateus Costa – do duo ‘A Corda em Si’)
Gravado e mixado por Francis Pedemonte, em Florianópolis.

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Conheça o cantor Matheus Cuelba, jovem autista que viralizou nas redes sociais

Além de tomografias e outros exames, os médicos também constaram, na época, sintomas de depressão. Junto ao resultado clínico, ele iniciou o tratamento com especialistas e as aulas de violão. “Quando saí da escola que estive por nove anos da minha vida, mudei minha terapia convencional para a terapia ABA. Muitos tópicos que trabalhei no tratamento são os pilares da carreira musical que estou desenvolvendo, como não querer fazer tudo sozinho, ouvir instruções de profissionais e não criar expectativas muito altas. Acredito que o emocional e o profissional são pontos que devem estar em equilíbrio”, diz Matheus. Os desafios do convívio social Ao assistir a desenvoltura do jovem músico nos vídeos publicados nas redes sociais, não se imagina os desafios que existiam no início do tratamento. De acordo com a mãe de Matheus, Cláudia Cuelbas, as sessões de terapia e as aulas de música auxiliaram no enfrentamento dos medos, que, hoje, permitem que ela comemore pequenos momentos em família. “Quando ele começou a terapia, foi muito difícil, pois ele não queria de forma alguma, ficava emburrado e nervoso. Quem vê o Matheus agora nem acredita. A intervenção em ABA foi o que aconteceu de melhor na nossa vida porque os terapeutas são ótimos e têm muita paciência”. Cláudia lembra que as aulas de violão, realizadas em uma escola perto de casa, eram a forma encontrada pelo jovem de expressar seus sentimentos. No quesito profissional, o professor Fabiano aponta a timidez e a falta de confiança como as principais barreiras nas primeiras aulas. Com o tempo, as conversas entre professor e aluno foram além do âmbito musical, possibilitando o crescimento e os resultados, como o vídeo viralizado. Os sintomas no começo do tratamento foram os mesmos constatados pela psicóloga e analista comportamental do Grupo Conduzir, Larissa Aguirre. “Matheus chegou até nós por indicação de sua fonoaudióloga, que conhecia sobre a terapia ABA e sua eficácia. No início da terapia, as principais dificuldades eram de relacionamento social, de lidar com um grande sofrimento emocional e de realizar tarefas do dia a dia com independência”. Modelo de tratamento - ABA Há três anos, o tratamento do Matheus segue o modelo da Análise Comportamental Aplicada, conhecido pela sigla ABA - Applied Behavior Analysis. Trata-se de uma ciência usada para a compreensão do comportamento que vem sendo amplamente utilizada no atendimento a pessoas com desenvolvimento atípico, como o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A ABA deriva do behaviorismo, que tem como finalidade o estudo do comportamento por meio científico. De acordo com a terapeuta, as principais funções e atividades desenvolvidas pelo músico ao longo dos anos envolvem habilidades de controle financeiro, repertório de autocuidado e autonomia, tolerância em aceitar opiniões divergentes, empatia, aquisição de repertório para conversar sobre temas variados (capacidade antes exclusiva no campo da música), identificação das situações e suas consequências, autoestima, autoconfiança e atenção compartilhada. A psicóloga que acompanha o caso de Matheus comemora: “Foi incrível ver o reconhecimento das habilidades do Matheus. É emocionante acompanhá-lo conseguindo generalizar e utilizar as habilidades aprendidas em contexto natural de maneira adequada. Nós sempre acreditamos no desenvolvimento dele, até mesmo quando para ele era difícil acreditar. E vê-lo recebendo esse carinho e reconhecimento das pessoas é muito emocionante.” Para Matheus, a rede de apoio formada por familiares, amigos e os professores de música é o que o ajuda a realizar os sonhos e insistir em projetos profissionais. “Acho que eles foram as lanternas que iluminaram minha mente escura para novos horizontes e também aqueles que tiraram um momento da aula para ouvir meus lamentos pessoais. Tive sorte de ter uma família fantástica e de ter achado as pessoas certas para construir uma amizade verdadeira”. Autismo de Alto Funcionamento O Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido como autismo, engloba diferentes condições e graus de dificuldade no desenvolvimento neurológico. De acordo com os dados do Center of Deseases Control and Prevention, CDC, o autismo afeta 1 a cada 54 pessoas no mundo. Assim, a estimativa é que no Brasil existam cerca de 2 milhões de autistas. Os graus de autismo são classificados do mais leve ao mais severo. O diagnóstico proferido ao Matheus em 2014 determinou uma disfunção de Nível 1, a Síndrome de Asperger, também chamada de “autismo de alto funcionamento”, caracterizada pelo atraso na comunicação e na interação social, além do interesse restrito por temas do cotidiano, como a obsessão pela música, que o impedia de conversar e conhecer outros assuntos. “Para dar um exemplo, seria o caso da criança que apresentou pouco ou nenhum atraso da fala em si, mas que possui dificuldade em comunicar seus sentimentos, emoções e fazer ou manter relacionamentos de amizade com seus pares”, exemplifica a mestre e doutoranda em Análise de Comportamento, coordenadora do Instituto de Pesquisa Conduzir, Renata Michel. A especialista ainda explica que, se um indivíduo tem déficits e/ou excessos comportamentais típicos do diagnóstico, a abordagem em ABA, aplicada por um profissional capacitado, pode reverter o quadro por meio de tratamentos corretos que irão aumentar ou diminuir os sintomas, a depender do objetivo, para que sejam apresentados comportamentos mais próximos aos esperados para pessoas da mesma faixa etária. Apesar de ainda ser tema de estudos neurológicos, já é possível afirmar que o funcionamento do cérebro dos autistas é diferente e, por isso, tem uma compreensão distinta de atividades, o que poderia explicar melhores habilidades de foco e memória visual, entre outras características: “Não podemos afirmar que os autistas de alto funcionamento são mais propícios ao desenvolvimento de habilidades focadas, mas sim que o autista de alto funcionamento que possui QI (Quociente de Inteligência) normal ou acima da média pode desenvolver habilidades muito significativas. Apenas 1% da população total de indivíduos com TEA possui o chamado “savantismo”, que considera o desenvolvimento de habilidades extraordinárias”, explica a especialista Renata Michel.

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