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Agência Nacional de Águas inclui Santa Catarina no projeto Monitor de Secas

Monitoramento está presente em cinco regiões e conta com 19 Unidades da Federação participantes

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Foto:Secom/Divulgação

Santa Catarina foi incluída no mapa do Monitor de Secas, processo de acompanhamento mensal da situação de seca no Brasil, que traz informações e comparativos sobre a evolução de curto e longo prazo. No Estado, o projeto é desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Epagri/Ciram, tendo a coordenação da Agência Nacional de Águas (ANA).

No documento atualizado recentemente, referente ao mês de agosto, Santa Catarina apresenta um volume de chuvas que varia de normal a ligeiramente abaixo da média. No centro-oeste do Estado, o cenário é de seca moderada com impactos de longo prazo e, no leste, seca grave com impactos de curto e longo prazo.

O mapa monitor apresentou ainda que os valores climatológicos de precipitação totais mensais em Santa Catarina ficaram acima de 150 mm, exceto no extremo sul e serra catarinense. As anomalias negativas mais expressivas foram registradas no sul do estado catarinense.

“O Monitor de Secas, além de ser mais uma ferramenta de monitoramento importante para visualisarmos como vai estar a situação hidrológica, meteorológica e agrícola no Estado, também é um meio de informação que a gente terá para a construção de um histórico de eventos, impactos e severidade da seca. Com ele vamos criar um histórico ao longo dos meses e anos, que facilitará a execução de políticas públicas de combate à seca, quando necessário”, destaca o secretário da Sema, Celso Albuquerque.

Em solo brasileiro, o monitoramento está presente em cinco regiões e conta com 19 Unidades da Federação participantes. Outras informações podem ser acessados em monitordesecas.ana.gov.br ou pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível para dispositivos móveis com sistemas Android e iOS.

O projeto

O Monitor de Secas entrou em operação no Brasil em julho de 2014, baseado no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação do mapa final. A metodologia utilizada no processo faz com que o mapa do Monitor indique uma seca relativa, ou seja, as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região, calculadas a partir de dados hidrometeorológicos.

Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) desde 2017, com o apoio da Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas.

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